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O romantismo da Duque nos anos 60

Por Kiko Lopes

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O desenhista Kiko Lopes foi fundo em um dos trechos mais românticos que Araraquara teve ao longo da sua história – ali era um pedaço do céu e só mesmo o artista poderia com sua sensibilidade entender a formosura do lugar que nos leva a mergulhar no tempo: Avenida Duque de Caxias entre as ruas Gonçalves Dias e 9 de Julho.

Olhando pra cima – como diz o cabloco – está a antiga Casa Barbieri que marcou época com sua arrojada arquitetura, hoje com mais de 150 anos; pra baixo um infinito corredor que deu voz ao Diário da Araraquarense, um dos jornais mais polêmicos da história da cidade; ali também permaneceu a Rádio A Voz da Araraquarense, depois – ao sair dali virou Morada do Sol.

Ao lado, verdadeiro palacete que abrigou a Família Logatti (Walter Logatti) e depois o escritório de engenharia do Paulo Barbieri, mais tarde o Cartório do Janone (até hoje). Já na esquina da Gonçalves Dias a casa de Boaventura Gravina (sub-cônsul da Itália) que recebeu o Nápoli da Itália em 1968, em finíssimo coquetel. O time italiano perdeu da Ferroviária por 4 a 0.

Se olhássemos do lado oposto da avenida Duque veríamos – a Imperial do Jamil Issa Tammer, a casa de Gennaro Granatta, famoso médico no período e no prolongamento, a casa e consultório do dentista Mário Ópice.

Ainda hoje, de fato, se lembra que ali – era um pedaço do céu.