O Sindicato Rural de Batatais reuniu, no último dia 18 de março, produtores rurais, técnicos e agrônomos para o levantamento dos custos de produção da cana-de-açúcar com foco na safra 2026/27. A atividade foi realizada presencialmente na sede da entidade e contou com a participação de representantes do Banco do Brasil e do Sicredi.
Na comparação com o levantamento realizado em 2023, houve mudança no perfil da propriedade modal, cuja área em produção passou de 100 para 200 hectares, sendo 50% em área própria e 50% arrendada. A produtividade considerada foi de 85 toneladas por hectare, com ciclo de seis cortes e Açúcar Total Recuperável (ATR) de 135 kg por tonelada. O plantio na região segue predominantemente na forma manual (70%), com 30% na forma mecanizada.
A partir da receita obtida no atual cenário, a análise pontual indica que a propriedade modal em Batatais apresenta resultados de margens e lucratividade negativos. Entre os principais fatores que elevam os custos estão as incertezas em relação aos preços do diesel e dos fertilizantes, além da queda no valor do ATR frente à safra anterior, com expectativa de fechamento em R$ 1,05 por quilo.
O encontro marcou o início da rodada de levantamentos de custos da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo pelo Projeto Campo Futuro, iniciativa do Sistema CNA em parceria com federações, sindicatos rurais e o Pecege. As próximas reuniões estão previstas para os municípios de Barretos, Araraquara, Penápolis e Pirassununga.