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Araraquara vive nesta nesta sexta, a quinta etapa da Volta Ciclística Internacional que sai de Ribeirão Preto

Os ciclistas de equipes nacionais (no caso a Fundesport) deixam Ribeirão Preto às 11 horas e duas horas depois começam a chegar em Araraquara, sendo o final da prova a praça fronteiriça ao Estádio da Ferroviária, onde serão recebidos pelo público. Cidade tem tradição no ciclismo nacional com Anésio Argenton e Adolpho Fecchio, já falecidos.

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Ciclistas vão sair às 11 horas de Ribeirão Preto e vão chegar pouco depois das 13 horas em frente ao Estádio da Fonte

A Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo que passa nesta sexta-feira (8) por Araraquara e onde cumpre a sua 5ª Etapa, chega à sua 12ª edição consolidada como uma das principais competições do calendário nacional e internacional da modalidade. Programada para ocorrer entre os dias 4 e 10 de maio de 2026, a prova reunirá equipes e atletas das categorias Elite e Sub-23 em seis dias de disputas por algumas das principais rodovias do interior paulista. Em Araraquara a competição cumpre um trecho que vem de Ribeirão Preto totalizando 112,5 Km.

Informações contidas em material de divulgação da Prefeitura sobre interdições e desvios de vias públicas para passagem dos cicllistas

Organizada pela Federação Paulista de Ciclismo, a competição segue os regulamentos da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e da União Ciclística Internacional (UCI), estando registrada como prova de classe 2.2 no calendário internacional — garantindo pontos importantes para o ranking mundial da modalidade.

Com apoio de órgãos estratégicos como a Artesp, o Departamento de Estradas de Rodagem – DER e a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Estadual, a Volta contará ainda com o suporte das prefeituras das cidades-sede ao longo do percurso, garantindo estrutura e segurança para atletas e público.

O trajeto da edição 2026 foi dividido em seis etapas, totalizando 745,3 quilômetros. A largada aconteceu no dia 4 de maio, no município de Três Fronteiras até Bálsamo, com um percurso de 164,2 km. Na sequência, o pelotão seguiu entre São José do Rio Preto e Barretos (121,8 km), depois de Barretos até Franca (139,4 km), passando ainda por Ribeirão Preto (115,8 km) antes da etapa que liga Ribeirão Preto a Araraquara (112,5 km).

FUNDESPORT PRESENTE

O pelotão conta com representantes de diferentes regiões do Brasil, como AD Facex (SP), ACRS Cycling Team (SC), Andbank Cycling Team (SP), EOS Pro Cycling Scott (SP), Imuni Brasil UCI Iracemápolis (SP) e a tradicional Santos Cycling Team (SP). Também integram a lista Soul Extreme Team (SC), Clube Maringaense de Ciclismo (PR) e Swift Pro Cycling (MG), além de equipes como São José Ciclismo e Fundesport Araraquara. As seleções estaduais também marcam presença, com destaque para a Seleção Paulista, Seleção Gaúcha e Seleção Paraense.

No ciclismo brasileiro, Araraquara sempre teve importante papel, tendo apresentado neste cenário de conquistas e fama, atletas como Anésio Argenton que faleceu em 2011, considerado o maior ciclista de pista da história do Brasil e, até hoje, o único atleta do país a conquistar uma medalha de ouro no ciclismo em Jogos Pan-Americanos.

Anésio Argenton e Adolpho Fecchio, nomes históricos do ciclismo araraquarense

Nascido em Boa Esperança do Sul e radicado em Araraquara (SP), ele começou a pedalar na infância fazendo entregas para um armazém. Ao longo de sua carreira, tornou-se uma lenda do esporte nacional, sendo reconhecido como um dos 100 maiores atletas do século XX pela revista Época em 1996.

ADOLFO FECCHIO, OUTRO NOME HISTÓRICO

Adolpho Fecchio foi outro grande nome da história do ciclismo brasileiro, sendo especialmente reconhecido como o principal adversário regional de Argenton, um dos maiores velocistas do país. Nascido em Araraquara, interior de São Paulo, Fecchio ficou carinhosamente conhecido como o “Inesquecível Vovô do ciclismo interiorano”.

Ele começou a competir aos 18 anos, em 1938, demonstrando interesse pelo esporte ainda na adolescência. Em 1939, conquistou a Volta de Ribeirão Preto, uma das provas de maior expressão na época.

Enquanto Argenton brilhava na velocidade, Fecchio destacava-se nas provas de resistência, representando com maestria a equipe da Ferroviária de Araraquara.

O CICLISMO HOJE

O cenário internacional reforça ainda mais o nível da disputa, com a participação de equipes como Allcyclin Team e Plus Performance, ambas do Chile, NU Colômbia e Team Medellín, da Colômbia, além da Team FAC PYR, da Argentina.

A sexta e última etapa será realizada no dia 10, em São Paulo, com largada no Parque Raul Seixas, na Zona Leste, e chegada na Avenida Escola Politécnica, totalizando 91,6 km, batizada de Desafio das Américas, que confirmará os vencedores da competição.

A competição é restrita a equipes nacionais e internacionais, com a participação de 12 times brasileiros e oito equipes estrangeiras, todas convidadas, reunindo equipes de todo o continente americano.

Mais do que uma disputa esportiva, a 12ª Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo reforça o protagonismo do estado no cenário do ciclismo, promovendo a integração entre cidades, visibilidade para novos talentos e o fortalecimento da modalidade ao nível continental.

PERCURSO / TOTAL 745,3 KM

1ª – 4/5 – 11h – Três Fronteiras/Bálsamo – 164,2 km
2ª – 5/5 – 11h – São José do Rio Preto/Barretos – 121,8 km
3ª – 6/5 – 11h – Barretos/Franca – 139,4 km
4ª – 7/5 – 11h – Franca/Ribeirão Preto – 115,8 km
5ª – 8/5 – 11h – Ribeirão Preto/Araraquara – 112,5 km
6ª – 10/5 – 7h – São Paulo – Desafio das Américas – 91,6 km