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Freud explicaria o que acontece no mundo?

Por Aristóteles Drummond

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O mundo vive uma onda perturbadora sem uma motivação comum. São países diferentes, vários problemas, regimes divergentes.

O Chile, até seis semanas atrás, era o Estado exemplar da América Latina, com melhor renda per capita, organização administrativa, democracia consolidada. Elegeu, há pouco, um presidente conservador, que já havia sido governante aprovado, um militar ligado a Allende, com a Cuba de Fidel. Mas a solidariedade socialista se fez presente e António Guterres lhe arranjou logo uma posição de destaque e bem-remunerada na ONU. Ela, segundo consta em Santiago, estaria por trás destas semanas de barbaridades, com apoio do novo mecenas do bolivarianismo latino-americano, o presidente do México. O Chile chocado à queima de duas igrejas emblemáticas no país. A de N. S. Assunção, onde uma imagem foi decapitada. E outra, onde estava guardada uma relíquia da cruz de Cristo.

Na Bolívia, Evo Morales, afrontou a todos com candidatura a um novo mandato não aprovado de consulta popular. Mas a Bolívia vinha bem na economia, explorando direito o petróleo e o gás, embora sem a livre empresa e tendo mesmo desapropriado uma refinaria brasileira, da Petrobras, com a conivência do então presidente Lula da Silva. A economia foi fortalecida também pela omissão governamental na venda de cocaína e maconha para o Cartel de Medellín, o que explica a região cocaleira ter sido a única a manifestar solidariedade a ele.

Em Hong Kong, as manifestações prosseguem. Mas mais dia ou menos dia, vai sufocar as manifestações, numa prévia de sua invasão a Taiwan.

O mundo assiste à desagregação da França e, em especial, de Paris. A França resiste às reformas laborais e à modernização do Estado. E paga o preço da perda da identidade nacional pela proliferação de áreas em que já nem se fala o francês. Falta um De Gaulle…

Até no Irã a revolta está nas ruas.

Para o mundo liberal, democrático, conservador, cristão, o mais chocante, sem dúvida, é o que se passa na Espanha. Depois de sacarem o responsável pela sua unidade e pela não incorporação à antiga URSS, o Generalíssimo Francisco Franco, de sua sepultura, violando uma Basílica da Igreja Católica, 44 anos depois de sua morte, assistem agora à formação de um governo com a presença forte de radicais de esquerda, herdeiros dos autores do paredón que, em 1936, matou parte da nobreza e da burguesia madrilena residente no bairro Salamanca.

E, por fim, mas não menos importante, os EUA vivem essa ofensiva incensada pela mídia mundial para a derrubada do presidente Trump, que vem recuperando a economia, o emprego.

*Aristóteles Drummond, é jornalista

** As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem,necessariamente, com as do RCIARARAQUARA.COM.BR