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Gostar do Lula ou não, eis a questão!

Por Ivan Roberto Peroni

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O presidente da República, Lula da Silva, visita novamente Araraquara, nesta quarta-feira (25), o que deve ser considerado motivo de orgulho, dado o elevado número de vezes que por aqui passou e o carinho e o respeito que tem destinado ao município.

Em algumas das vindas foi por amizades que aqui tem, por gostar ou querer bem a cidade e as pessoas, outras, ou a maioria das oportunidades – por questões políticas. Enfim, seja por esse ou aquele motivo, neste momento volta novamente como Presidente da República.

Alguém diz “eu não gosto do Lula”. Podemos aceitar, temos que aceitar, porém, estamos falando do Presidente da República que nutre esse querer bem pela cidade. É dever, reconhecer que se trata da maior autoridade brasileira e gostar da pessoa e entender o significado do cargo que ocupa é simplesmente um dever pátrio, cultural e respeitoso.

A frase “ninguém é obrigado a gostar de uma pessoa” é uma verdade fundamental sobre liberdade individual, afinidade e relações humanas. Enquanto o carinho e a amizade precisam ser genuínos e naturais, o respeito mútuo é o único limite inegociável na convivência. A vida flui melhor ao aceitar que conexões nem sempre são recíprocas, disse alguém dentro da doutrina espírita. Assim, Lula pode gostar de Araraquara, mesmo que você não goste dele.

Em meio a esse cenário cabe a doce lembrança de um desabafo histórico feito pelo técnico Zagalo em junho de 1997, após a Seleção Brasileira conquistar a Copa América na Bolívia. A frase “vocês vão ter que me engolir” está nas quatro linhas da disputa também política, mas cabe sem dúvida, o respeito, o reconhecimento, até mesmo a gratidão ao único presidente da República que vem a Araraquara assiduamente e tem ajudado a nossa cidade como outrora nenhum outro teve saco de fazê-lo.

Posso não gostar, mas tenho que aceitar a regra do jogo. E sempre foi assim, pois Mário Covas almoçava e jantava na casa do seu amigo Gaeta e para Araraquara foi um dos mais importantes governadores; Franco Montoro, idem pela sua afinidade com Clodoaldo Medina, Paulo Maluf tinha uma admiração grandiosa por Araraquara e a ajudou enquanto pode. Orestes Quércia da mesma forma, amigo inseparável de Marcelo Barbieri. Tudo é interessante ao seu tempo.

Lula então entra para a história da cidade com esse legado tendo em vista seus laços de cordialidade e amizade político-social; o respeito, no entanto cabe em qualquer circunstância a qualquer ser humano, e a gratidão é o reconhecimento consciente e genuíno das coisas boas da vida, envolvendo um sentimento de alegria e valorização por benefícios recebidos, sejam eles materiais ou afetivos. Vai além de um simples “muito obrigado”.

*Ivan Roberto Peroni, jornalista, diretor responsável do RCIA e membro  da ABI, Associação Brasileira de Imprensa
**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do RCIARARAQUARA.COM.BR