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Empresa busca acordo para romper parte do contrato e devolver o Gigantão ao município

A controladora Real Estate Venues & Entertainment Participações (Reeve), que fez um contrato por 35 anos para ter a concessão da Arena da Fonte, Gigantão e Cear pagando R$ 10 milhões a título de luvas e parcelas mensais de R$ 52 mil quer pelo menos menos devolver o ginásio de esportes pois em 8 meses de contrato não conseguiu ceder as instalações em nenhum momento. Negociação foi feita no governo de Edinho e apanhou Lapena de surpresa.

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Gigantão, sendo devolvido ao município

Oito meses após ter assinado o contrato de concessão do Complexo Arena Fonte Luminosa, que abrange o estádio, o Ginásio de Esportes Castelo Branco “Gigantão”, o Centro de Eventos de Araraquara e Região (Cear) e o Centro Internacional de Convenção com o Consórcio Nova Fonte Luminosa, responsável então pela administração dos locais mencionados um problema surgiu: a controladora Real Estate Venues & Entertainment Participações (Reeve), quer cancelar o contrato do Gigantão, de forma isolada.

A empresa já teria iniciado os entendimentos com o prefeito Doutor Lapena para se desfazer do uso do Gigantão alegando segundo consta problemas de ordem técnica e estrutural do ginásio. Neste caso, permaneceria com a Arena da Fonte e o Cear, e, haveria uma reformulação contratual se é possível acontecer já que a originalidade da concessão vem de uma licitação pública.

Mas, os motivos seriam outros: a locação do Ginásio de Esportes tem um custo considerado elevado: R$ 8 mil para uma partida de futebol de salão ou qualquer outra modalidade, fugindo aos padrões econômicos da cidade e região. Tanto é verdade que em oito meses de contrato aproximadamente não houve nenhuma locação levando a diretoria da empresa a repensar na revogação contratual.

Em vigência, o contrato tem duração de 35 anos (até 2058) e prevê um investimento de R$ 20 milhões em melhorias que devem acontecer durante os cinco anos iniciais da concessão. Já foi realizado um pagamento de R$ 10 milhões à Prefeitura, referente à outorga inicial para celebração do negócio no final do governo Edinho. Além disso, a empresa mensalmente tem que pagar R$ 52 mil à Prefeitura.

Após a assinatura do contrato no ano passado, Araraquara passou a ter algumas datas disponíveis para realizar seus eventos nos três locais, no entanto

Com essas mudanças, a cidade passaria na verdade a integrar o circuito cultural, esportivo e de shows do interior paulista. O documento ainda prevê que a estrutura continue sendo utilizada pela cidade, como acontece atualmente, mas respeitando as quantidades estabelecidas entre as partes para esse uso.

Recentemente o prefeito Lapena teria promovido uma reunião com os diretores da empresa e agora avalia o que teria que ser feito para a retirada do Gigantão do contrato que segue englobado e assistido por uma licitação conjunta do complexo