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Filho e mãe que mataram jovem de 24 anos a facadas em banheiro, vão a júri popular

Carolina foi encontrada morta em abril de 2024. Luan Henrique e Lucélia foram denunciados pelo Ministério Público após o crime ocorrido em Catanduva, distante cerca de 115 Km de Araraquara. A mãe de Luan tinha sido retirada do processo, contudo após apresentação de recurso feito pelo advogado Leonardo Ribeiro, de Américo, foi determinado que ela também deve ser julgada.

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Carolina, a vítima, ao lado do seu ex-companheiro e assassino

O advogado Leonardo Ribeiro, com atuação na área criminal em Américo Brasiliense e Araraquara, que assumiu a defesa da família de Carolina Stefany Latorre Rosa, 24 anos, vítima de feminicídio ocorrido em Catanduva, região de São José do Rio Preto, no dia 11 de abril, anunciou nesta semana que –  o ex-namorado e a mãe dele vão a júri popular em Catanduva (SP).

O advogado em entrevista ao RCIA disse nesta sexta-feira (06) que – o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a mãe do acusado pelo assassinato de Carolina Stefany Latorre Rosa também deverá ser julgada pelo Tribunal do Júri. Antes, ela havia sido retirada do processo, mas a decisão foi revista pelo Tribunal.

Jovem e bonita, Carolina foi morta pelo ex-companheiro e a mãe dele em Catanduva

Segundo ele, tanto o acusado principal quanto sua mãe passarão a responder perante o júri popular, responsável por julgar crimes contra a vida. A mudança, comentou o advogado, ocorreu após recurso do Ministério Público, que apontou a existência de indícios para que a mãe do acusado também fosse levada a julgamento.

Atuando como assistente de acusação, o advogado Leonardo Ribeiro, de Américo Brasiliense, com atuação em toda a região, contribuiu de forma significativa e técnica na construção e no acompanhamento do recurso, reforçando os fundamentos para que todos os envolvidos indicados no processo fossem submetidos ao Tribunal do Júri.

A decisão é vista como um avanço no andamento do caso, permitindo que a Justiça analise de forma mais completa a possível participação de todos os réus. Agora, caberá aos jurados avaliar as provas e decidir sobre a responsabilidade criminal de cada acusado, completou.

A decisão que arrasta Luan Henrique Pereira de Oliveira e Lucélia Eulaliana Pereira ao tribunal foi emitida na quinta-feira (5). A dupla foi denunciada por homicídio por motivo torpe, com uso de meio cruel, feminicídio e por dificultar a defesa da vítima.

As investigações apontaram que Carolina foi encontrada sem vida por seu irmão, que imediatamente acionou a polícia. Luan nega envolvimento, mas o Ministério Público também requer a prisão preventiva de sua mãe, apontada como cúmplice. Segundo o advogado Leonardo Ribeiro, que tem acompanhado de perto cada etapa do processo, o trabalho agora se concentra em assegurar que todos os elementos de prova sejam examinados a fundo para uma condenação justa.

O advogado Leonardo Ribeiro que defende a família de Carolina

A vítima apresentava ferimentos no pescoço, ombro e no braço, apontou o laudo pericial. Já o carro do suspeito, o celular da mãe dele, e a chave do apartamento de Carolina que estava com Luan acabaram sendo apreendidos, além de um computador que estava na residência.

Leonardo Ribeiro disse neste sábado (07) que a data do julgamento deverá ser anunciada nos próximos dias, criando forte expectativa pois é um caso raro de – mãe e filho serem apontados como autores de um crime (feminícidio) que causou repercussão nacional.