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Instituto Adolfo Lutz confirma o primeiro caso de – MPOX (varíola dos macacos) em Araraquara

Embora atualmente não haja registros de mortes no Brasil, a doença pode evoluir para complicações graves em determinados casos. Estimativas apontam que, em cenários mais críticos, até 10% dos quadros podem evoluir para óbito, especialmente sem acompanhamento adequado.

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No passado, era conhecida como "varíola dos macacos", pois o vírus foi isolado pela primeira vez em 1958 em macacos de um laboratório na Dinamarca provenientes do continente africano

A Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que há um caso de MPOX confirmado no município. O paciente encontra-se em quarentena, sendo acompanhado pelas equipes de saúde, conforme os protocolos estabelecidos. A amostra foi encaminhada para análise no Instituto Adolfo Lutz.

De acordo com a Prefeitura de Araraquara, o resultado laboratorial oficial foi recebido na manhã desta quarta-feira (25) pela Secretaria Municipal de Saúde.

A Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) é uma doença viral rara causada pelo vírus Mpox, do gênero Orthopoxvirus. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou a doença como uma emergência de saúde global devido à propagação de novas variantes. 

A nota explica que a Divisão de Vigilância Epidemiológica atua em parceria com o Serviço Especial de Saúde (SESA), que é responsável pela vigilância e monitoramento dos demais agravos de notificação, dentre eles: tuberculose; hanseníase; Chikungunya, Zika e micorcefalia; hepatites; HIV/Aids, Sífilis e outras ISTs; violências e outros emergentes, inclui também o Monkeypox.

Toda questão de vigilância relacionado à patologia será realizado pelo SESA. Cabe a Vigilância Epidemiológica Municipal, orientar a população, os profissionais de saúde, prestar apoio técnico e desenvolver ações necessárias de prevenção geral.

A Secretaria de Saúde e o Serviço Especial de Saúde de Araraquara (SESA) seguem acompanhando a situação e adotando todas as medidas previstas em protocolo, mantendo a população informada com transparência e responsabilidade.

ENTENDA A DOENÇA

Sintomas Comuns
– A infecção geralmente evolui para quadros leves ou moderados, com duração de duas a quatro semanas. 
– Erupções cutâneas: Lesões em formato de bolha ou feridas que podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo genitais, boca, mãos e pés.
Sintomas gripais: Febre, dores de cabeça intensas, dores musculares e calafrios.
Linfonodos inchados: Popularmente conhecidos como “ínguas”, geralmente no pescoço, axilas ou virilha. 

FORMAS DE TRANSMISSÃO

A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo e direto com uma pessoa infectada: 
• Pan American Health Organization (PAHO) +1
• Contato pele a pele ou com secreções respiratórias.
• Contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis ou utensílios de uso pessoal.

• O período de incubação (tempo entre o contato e o surgimento de sintomas) varia de 3 a 21 dias. 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO
Tratamento: Não existe um medicamento específico; o foco é o alívio dos sintomas e a prevenção de infecções secundárias nas feridas.
Vacina: Existe uma vacina, mas sua disponibilidade é limitada e destinada a grupos de maior risco.
Prevenção: Evite o compartilhamento de objetos pessoais e o contato íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas. 

Até fevereiro de 2026, o Brasil registrou cerca de 88 a 90 casos da doença, com a maioria concentrada no estado de São Paulo. Caso note sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico em uma unidade de saúde.