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Edinho propõe segurança pública com uso de tecnologia, integração, valorização profissional e políticas sociais

Candidato a deputado federal, ex-prefeito defende devolver os territórios às famílias, proteger o patrimônio dos cidadãos e asfixiar financeiramente as organizações criminosas

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Ex-prefeito Edinho diz que estratégias assim são fundamentais para enfrentar o colapso vivido pela segurança no Estado de São Paulo

O ex-prefeito Edinho Silva, presidente nacional do PT e candidato a deputado federal por São Paulo, defende um modelo de segurança pública que combine monitoramento, o uso da inteligência e da tecnologia, integração das forças de segurança, valorização de policiais, além da presença permanente do Estado com políticas públicas sociais. Para ele, a junção dessas estratégias é fundamental para enfrentar o colapso vivido pela segurança no Estado de São Paulo, combater a criminalidade de forma mais eficiente e garantir à população a proteção de seu patrimônio e o direito de ir e vir.

“É um debate muito importante diante do colapso que o atual modelo de segurança pública está enfrentando. Penso que um modelo de segurança pública precisa contar com uma polícia preparada e estruturada, não apenas com os recursos físicos convencionais, como viaturas e armamentos, mas também com a utilização das novas tecnologias”, disse, defendendo ainda a valorização na carreira dos profissionais da área.

Edinho também defende o asfixiamento financeiro das organizações criminosas, com o rastreamento do dinheiro movimentado por bancos, fintechs, criptomoedas e outros mecanismos. Para ele, identificar e bloquear essas operações é fundamental para impedir que os recursos sustentem o tráfico de drogas, a compra de armas e a corrupção. “Se o dinheiro não chegar às organizações criminosas, os criminosos não terão recursos para comprar drogas e armas, corromper autoridades ou aliciar nossos adolescentes e jovens. A corrupção muitas vezes só existe porque há dinheiro ilegal circulando. Ninguém guarda milhões e milhões de reais debaixo do colchão. Esse dinheiro está no sistema financeiro, nas fintechs, nos bancos e também no universo das criptomoedas. Precisamos descobrir onde esses recursos estão, usando inteligência para identificar o caminho percorrido pelo dinheiro”, analisa o candidato.

Edinho também defende o uso de câmeras inteligentes, reconhecimento facial e leitura de placas como ferramentas de inteligência capazes de identificar criminosos e acelerar a resposta das forças de segurança. Outra prioridade, segundo ele, é devolver os territórios às famílias e às comunidades, assegurando o direito de ir e vir e a retomada da convivência comunitária.

“Com todo o desenvolvimento tecnológico que temos hoje, é possível utilizar essas ferramentas para devolver os territórios às famílias e às comunidades. Podemos identificar onde os criminosos estão e onde atuam, criando condições para que as famílias tenham livre circulação e para que a vida comunitária seja preservada. Sem devolver os territórios ao convívio familiar e comunitário, não há política de segurança que seja efetiva, competente e eficaz. Defendo o uso de inteligência, possibilitando uma ação policial mais precisa e evitando que a população fique submetida aos interesses do crime”, enfatiza. “Segurança pública é um debate muito importante e precisa ser encarado com essa relevância, mas não pode ser tratado de forma simplista. Eu não acredito em respostas simplistas para o debate da segurança pública”, conclui.

SEGURANÇA PÚBLICA EM ARARAQUARA

A segurança pública foi uma das áreas que receberam atenção e investimentos nas gestões de Edinho. Um dos pontos de destaque foi a criação da Guarda Civil Municipal (GCM), em 2001, durante seu primeiro mandato. Ao longo dos anos, a Guarda foi sendo estruturada e ampliada, com a formação de novos agentes, aquisição de viaturas e investimentos em equipamentos e capacitação.

Outro eixo foi a integração entre as diferentes forças que atuam no município. O ex-prefeito ampliou a cooperação entre a Guarda Civil Municipal, as polícias Militar e Civil, a Defesa Civil e outros órgãos públicos, utilizando tecnologia e compartilhamento de informações para tornar a atuação mais rápida e eficiente.

Sistema de monitoramento implantado em Araraquara, quando prefeito

Entre as iniciativas implantadas esteve o programa Câmera Cidadã, que permitiu integrar câmeras particulares instaladas em imóveis e estabelecimentos comerciais ao sistema municipal de monitoramento.

Edinho também retomou a Atividade Delegada, em parceria com a Polícia Militar, e implantou a Patrulha Maria da Penha, destinada ao acompanhamento de mulheres sob medidas protetivas. Na área de prevenção, a Guarda desenvolveu ações educativas nas escolas, como o programa Guardando o Amanhã, além de campanhas voltadas à redução de acidentes e situações de risco.

A iluminação pública também passou a ser tratada como instrumento de segurança. O programa Ilumina Araraquara ampliou a iluminação de espaços públicos, corredores comerciais e bairros, promovendo a substituição de 100% de pontos por tecnologia LED, aumentando a visibilidade e a sensação de segurança.

Em 2023, Edinho entregou o novo Centro de Operações e Inteligência da GCM, investimento de R$ 1,8 milhão. O número de câmeras inteligentes chegou a 600 na cidade, ampliando a capacidade de monitoramento e análise de ocorrências. Também foram instalados totens de comunicação, aproximando a população da Central de Operações e Inteligência.

RECONHECIMENTO NACIONAL

Em 2024, Araraquara foi eleita a 10ª melhor cidade para se viver no Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS). Em 2025, o mesmo índice (com base de dados do ano anterior) colocou Araraquara como 3ª colocada em qualidade de vida entre as cidades do Brasil com 200 a 500 mil habitantes.

A cidade também obteve destaque no Atlas da Violência 2024, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao registrar a menor taxa de homicídios entre cidades com mais de 200 mil habitantes. Em 2023, Araraquara foi considerada a 2ª cidade mais segura do Brasil (entre os municípios de porte médio, de 200 a 500 mil habitantes).