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Gralber Compri, o araraquarense conhecido como “Da Princesa”, vai para presídio de segurança máxima

Por questões de segurança nacional e devido ao seu alto nível hierárquico na organização criminosa, após as primeiras audiências e trâmites na delegacia, a praxe é que ele seja transferido para um presídio de segurança máxima do estado ou para o sistema penitenciário federal.

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Momento em que Gralber chega à sede da Polícia Federal em Santos (Fotos: Polícia Federal)

Gralber Compri, o araraquarense conhecido como “Da Princesa”, está recolhido sob os cuidados da Polícia Federal de Santos, onde foram realizados os procedimentos formais de polícia judiciária. Ele foi capturado em uma academia na Praia da Enseada no dia 7 de outubro de 2026, em uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Militar. Ele é apontado pelas autoridades como uma liderança de alta periculosidade da facção e interlocutor direto de “Marcola”.

Até o momento, o criminoso permanece sob os cuidados da Polícia Federal de Santos, onde foram realizados os procedimentos formais de polícia judiciária.

Ele era considerado foragido e possui uma condenação definitiva de 17 anos de reclusão por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 74 milhões. O mandado foi expedido originalmente no âmbito da Operação Hauler, deflagrada pela PF em Araraquara, no interior paulista.

Por questões de segurança nacional e devido ao seu alto nível hierárquico na organização criminosa, após as primeiras audiências e trâmites na delegacia, a praxe é que ele seja transferido para um presídio de segurança máxima do estado ou para o sistema penitenciário federal.

A Operação Hauler foi originalmente deflagrada pela Polícia Federal de Araraquara (SP) para desarticular um esquema bilionário estruturado em dois núcleos financeiros, que utilizava empresas de fachada para financiar organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A 3ª Vara Criminal de Araraquara determinou o congelamento de mais de R$ 74 milhões em bens e valores, incluindo contas bancárias, imóveis de luxo e mais de 20 veículos apreendidos em uma loja automotiva em Ribeirão Preto.

Na fase ostensiva, mais de 80 policiais federais cumpriram 4 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão. As ações ocorreram de forma simultânea nas cidades de Araraquara, Matão, Ribeirão Preto e Santos. A investigação mirou 22 pessoas físicas e jurídicas. Na largada da operação, dois líderes do esquema haviam conseguido escapar, sendo que um deles foi localizado nesta recente ação da FICCO na Baixada Santista.