Nesta segunda-feira (05) os jornalistas Ivan Roberto Peroni, do RCIA, e, José Maria Viana, do Instituto DataPress, avaliaram o resultado da pesquisa encomendada pelo portal e divulgada na segunda-feira (28), praticamente cinco dias antes das eleições cujo cenário foi o colégio eleitoral de Araraquara.
Para ambos, a – eleição nacional aconteceu em onda de avalanche entre a sexta-feira à noite e domingo, conquistada pela direita, mudando parte dos votos para presidente, governador e senador da República. No dia da eleição, conta Viana, vejam que o presidente Lula (PT) ostentava 45% dos votos nas pesquisas (DataFolha) e Flávio Bolsonaro (PL) 42%. No domingo, o resultado apontou Lula com 45% das intenções, mantendo sem crescer e nem cair e Flávio 47%, crescendo 5%, beneficiado pelos votos indecisos: 1%, 2% dos votos úteis do Caiado e 2% de Augusto Cury e Renan Santos… Justamente: 5%.
O próprio pesquisador (Viana) narra o ocorrido pois para ele – Lula se enredou em discussões estéries de assessores discordantes quanto aos rumos da campanha. “Edinho Silva, coordenador geral ficou sem falar com o chefe da comunicação por uma semana. Lula queria falar das conquistas do governo e exigia reforço na sua aprovação, mas falava apenas de suas reconquistas no governo. Vendia o SUS da segurança. O eleitor minimamente esclarecido, se é que existe, não está mais interessado em conquistas que considera suas e pergunta: Se propõe o SUS da segurança agora, por que não propôs com quatro, oito anos de governo? Entende?”
As campanhas ao Senado, em São Paulo, segundo a pesquisa, puxadas com forte propaganda pelo governador Tarcísio de Freitas (REP), repetidamente e com forte apelo emocional em segurança e política na Assembleia foi mudando o cenário que no início estava com Simone Tebet e Marina Silva. “Propaganda mais assertiva e emocional conquistou os votos para seus senadores e também para ele (Tarcísio) vendendo mais esperanças que Fernando Haddad que mesmo sendo bom político não tem um discurso de campanha que emocione o eleitorado… Que lhe toque o coração! Resultado favorável à direita nos três cenários, então”, comenta Viana.
A Pesquisa DataPress em Araraquara, encomenda pelo RCIA, cravou no 1º Turno (24/09/2026: faltando dez dias para a eleição) Presidente da República: Lula (PT) 45%, exatamente o que teve nas urnas (confira)… Flávio: 25% na pesquisa; abocanhou os indecisos: 13% (que não se evaporam numa eleição: vão a alguém e somou: 38%), mais resquícios dos nanicos, supera os 46% que teve na eleição avalanche! Senado, Derrite: 9% (pesquisa) mais 15% indecisos: 24% (teve 26%); Prado: 5% (pesquisa) indecisos: 20% (teve 25%). Marina: 17% (pesquisa) mais indecisos 22%; Simone: 14% (pesquisa) mais indecisos e resquícios 23%.
ESTADUAL E FEDERAL
Na avaliação dos profissionais, para Presidente, Governador e Senador estavam no disco os candidatos registrados no TSE; para deputados estaduais e federais, no disco, se encontravam só os candidatos locais com opções de outros. Para deputado estadual o DataPress cravou faltando dez dias para a eleição, Thainara Faria: 20.47% dos votos, ela teve no TSE: 20.17%. Num universo de 32% de indecisos para Estadual não houve direcionamento para Thainara Faria e optaram pelo Pelo Coronel Prado com 7%; Maria Paula (PT) também 7% das preferências; Rafael de Angeli (PL) e Guilherme Bianco (PSOL) têm 6% dos votos cada e Meire Silva (PSB) 2% e outros.
Já para Deputado Federal Edinho Silva: 39.326 votos ou 33.01% dos sufrágios; DataPress: 38% (margem de erro: 3.99 para mais ou menos) sem falar que Lucas Pavanato foi o segundo com 14.09%. Érika Hilton 4.68%/4.99%; Roberto Massafera caiu de 5.82% na pesquisa para 2.30% final. Na verdade, a pesquisa na Espontânea acusou 20% para Edinho que chegou a marca de 38% por conta dos 62% de indecisos e de onde o ex-prefeito absorveu praticamente 18% dos que não sabiam em quem votar para Federal.
Uma vez mais, o RCIA demonstra sua credibilidade em ter como parceiro o Instituto DataPress, garantindo números perceptíveis a realidade, trabalhando com percentual baixíssimo de erro, que dentro de um quadro de avaliações mostra de maneira clara e objetiva o encaminhamento dos propósitos do eleitorado.
Que venha então, o segundo turno das eleições presidenciais e, à distância, a preferência do eleitorado em escolher o governo estadual em algumas regiões do País.