Poucas horas após o ocorrido, a Polícia Militar de Itirapina, realizando um excelente trabalho, conseguiu praticamente esclarecer as causas do assassinato da motorista de aplicativo Edite Alves Bomfim, de 50 anos, que aconteceu noite desta quarta-feira (16), em São Carlos (SP), sendo as causas classificadas pelas autoridades da Polícia Civil como latrocínio (roubo seguido de morte).
O corpo de Edite foi localizado em uma estrada de terra na zona rural (conhecida como Estrada do Lobo), que dá acesso ao distrito de Água Vermelha. De acordo com os relatórios da Polícia Militar e da perícia científica, a vítima foi encontrada com sinais extremos de violência.
Ela estava com um cadarço amarrado ao redor do pescoço (indicando estrangulamento), lesões graves no couro cabeludo e marcas de atropelamento na região abdominal. Contudo, o relatório completo será apresentado pelo Instituto Médico Legal (IML), nas próximas horas.
O carro de Edite foi abandonado no bairro Jardim Ipanema, em São Carlos, na madrugada de quinta-feira (17). Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento do abandono, e a polícia localizou manchas de sangue e fios de cabelo no interior do veículo. A identificação oficial de Edite pela família só foi possível graças a uma tatuagem que ela tinha com o nome de seus netos.
A PRISÃO DOS SUSPEITOS
Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Militar prendeu um casal suspeito de envolvimento no crime na cidade vizinha de Itirapina (SP), a cerca de 40 km de São Carlos. Eles passaram a ser apontados – um homem de 36 anos e uma mulher de 33 anos – ambos com passagens criminais anteriores por roubo, furto e violência doméstica, como autores do chocante crime.
Ao serem detidos, o homem confessou que estrangulou e matou a motorista para roubar o dinheiro e o celular com o objetivo de comprar drogas. No momento da abordagem policial em uma casa de família, o casal já estava com as malas prontas para fugir.
A irmã da motorista, Zenaide Bomfim, descreveu o acontecimento como um “crime brutal”, dizendo que Edite trabalhava há pouco tempo na profissão e era conhecida por sua extrema gentileza, frequentemente ajudando passageiros idosos com sacolas e esperando pacientemente. Por conta da crueldade das agressões sofridas, a família informou que o caixão precisará ser mantido lacrado.
O velório de Edite Alves Bomfim foi programado para a cidade de Torrinha (SP), proximidades de São Carlos, com o sepultamento agendado para a manhã deste sábado (19).