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Câmara e Prefeitura cobram cumprimento de TAC para preservação da Usina Tamoio 

Presidente do Poder Legislativo, Aluisio Boi (MDB), pediu explicações sobre processo de tombamento dos bens da antiga usina, iniciado em 2014 

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O presidente do MDB Araraquara Aluisio Braz, o Boi, afirma que partido vai apoiar dobradinha Marcelo-Baleia nas eleições 2022

Desde o início da década de 2010, a Câmara Municipal tem sido palco de diversas reuniões visando à efetivação do pedido de tombamento de bens da antiga Usina Tamoio. Diante de informações de paralisação do processo, o presidente do Poder Legislativo, Aluisio Boi (MDB), protocolou o Requerimento nº 616/2021, endereçado à Prefeitura, no dia 05 de julho. Em resposta datada de 26 de julho, foi informado da cobrança feita pelo Executivo junto à empresa Raizen para cumprimento do Termo de Compromisso firmado entre ambos, no ano de 2018.

Sobre os questionamentos levantados pelo parlamentar, o Coordenador Executivo de Acervos e Patrimônio Histórico, Weber Anselmo Fonseca, informou que o processo de tombamento foi iniciado em 2014, sendo que, em 2018, Município e empresa Raizen Energia S/A assinaram um termo de compromisso como instrumento de preservação. Uma das cláusulas deste termo previa que, ao longo de 15 anos, a Raízen se comprometeria a promover ações de preservação nos seguintes bens: Igreja de São Pedro “Usina Tamoio”, duas casas da colônia, Estádio “Comendador Freitas”, incluindo arquibancada, tribunas e monumento de entrada, além da Praça e Obelisco da Usina Tamoio.

No entanto, diante de informações sobre a paralisação dos serviços, no dia 07 de julho, a Prefeitura protocolou ofício dirigido à Procuradora Geral do Município, cobrando providências. No documento, é citado um e-mail de autoria da advogada da Raízen, Simone da Silva Betim, em que se admite a interrupção temporária das obras de manutenção devido às restrições e altas de preços provocadas pela pandemia de Covid-19. No mesmo e-mail, de 17 de maio, a empresa afirma que as obras de manutenção tinham sido retomadas e deveriam ser finalizadas até o início do mês de setembro de 2021.

Para Boi, é preciso, de fato, conciliar esforços para efetivação da preservação dos bens da antiga Usina Tamoio. “É fundamental que estes locais tenham a atenção devida, diante de tudo o que representam para a vida das famílias que lá residiram e para a história da nossa cidade”, pontua.

USINA TAMOIO

A Usina Tamoio entrou em funcionamento em 1905, primeiramente com o nome de Engenho Fortaleza, e, anos depois, chegou a abrigar 10 mil trabalhadores, moradores de suas colônias, divididos entre agricultura e industrialização, com quase 1.500 casas. A usina chegou a bater recorde continental de produção de açúcar e foi considerada a maior indústria sucroalcooleira do País e da América do Sul.