Rubens Castelo Branco Cruz, o “Rubinho”, filho do ex-prefeito Rubens Cruz, que governou a cidade no período de 01 de janeiro 1969 a 31 de janeiro de 1973, teve o seu corpo sepultado nesta manhã de domingo (16) no Cemitério São Bento em Araraquara.
Rubinho como era popularmente chamado, e, conhecido também, pelo apelido de “Farelo”, dada sua pele extremamente esbranquiçada era um personagem da cidade, pela facilidade de se comunicar e fazer amizades. Ele deixa sua terra uma semana antes de completar 68 anos de idade, 20 de agosto.
A política através do pai que era prefeito e um dos proprietários da antiga Empresa Cruz, deu a Rubinho conhecimento, experiência no mundo dos negócios e poder de se relacionar com todas as camadas da população. Na época do gestor Rubinho ainda vivia a efervescência econômica de uma cidade com cerca de 60 mil habitantes. Ele tinha então, apenas 11 anos de idade.
Aproveitou sua infância – estudando e sendo gandula da Ferroviária, em seu auge no futebol brasileiro. Nos dias de jogos da Ferroviária no Estádio da Fonte Luminosa puxava a fila dos jogadores que saiam da boca do túnel. Imponente, Rubinho teve com o clube seus momentos de fama e adorava ter esse contato com os esportistas.
Já adolescente, ele foi com o pai que deixava o cargo de ser prefeito e voltava para administrar a Empresa Cruz, ganhando experiência e envolvimento direto no mundo dos negócios. Nenê Constantino comprou a Empresa Cruz de Transportes por volta de 1979, cerca de trinta anos após a fundação e o início das operações de maior destaque da empresa na ligação entre Araraquara e São Paulo.
Rubinho tinha orgulho do sobrenome Cruz e falava com naturalidade de que – a empresa havia sido criada pelo seu avô, o imigrante italiano Leonardo Cruz, operando inicialmente entre Araraquara e Nova Europa. A empresa, contudo foi vendida a Nenê Constantino e depois incorporada pela Viação Piracicabana. Ambas as empresas – Piracicabana passaram a pertencer ao mesmo controlador, o Grupo Comporte (ligado à família Constantino).
Com sua parte da herança deixada pelo pai e aos 21 anos de idade, Rubinho buscou viver sua vida na essência da naturalidade, convivendo praticamente com tudo e todos e, tornando-se um dos homens importantes na vida de Nenê Constantino, pela sua presteza e dedicação. Havia nele um sentimento religioso muito forte em que se agarrou nos momentos de dificuldades, vivendo por viver praticamente, mas sempre rodeado de amizades.
“O Rubinho era uma pessoal especial que tive prazer de conhecer, me ensinou muita coisa sobre seu processo de sobriedade e dicção. Que sua passagem tenha sido tranquila e sem dor”, escreveu um dos seus amigos Márcio Servino.
De fato, o filho do ex-prefeito teve um infarto fulminante provavelmente quinta-feira (13) no banheiro da casa onde residia, região central de Araraquara. Encontrado sem vida por um familiar, três dias depois seu corpo já estava se decompondo, deixando para trás um rastro de saudades e um vazio no sentimento dos que souberam amá-lo – como era ao seu jeito.
Ele era filho de Maria Thereza e Rubens Cruz, deixando duas irmãs Elisete e Paulina, além de Fernanda, já falecida.