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Sponton se afasta da vice-presidência da Câmara e pode puxar mais gente pra lama por cumplicidade

Sponton, supostamente envolvido na "rachadinha" decidiu se afastar da vice-presidência da Câmara Municipal e deixar que o Ministério Públique apure responsabilidades nesta possível prática criminosa - e onde um grupo de pessoas participava, até mesmo sua mãe ao receber valores de origem duvidosa vindos dos cofres públicos.

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Vivendo uma semana sob forte pressão, o vereador Emanoel Sponton, do Progressistas, não suportou: deixou a vice-presidência da Câmara Municipal, que segundo ele será temporária, pois garante que vai provar sua inocência no caso da “rachadinha” onde seu nome aparece de forma cada vez mais evidente, ligando-o aos supostos atos de corrupção dentro do Poder Legislativo.

Em meio ao fogo cruzado entre políticos da Esquerda e Direita sua situação se enveredou por um caminho praticamente sem volta, informam os especialistas em Direito Público e, seu pedido de afastamento, revelam eles, poderia ter ocorrido antes para evitar a exposição a que se submeteu: Sponton ficou desprotegido e praticamente sozinho para ser julgado pela opinião pública. E se deu mal.

Ele mesmo tomou a dianteira em se afastar da vice-presidência da Câmara e fez o anúncio em uma declaração nas redes sociais; ontem (quinta) já havia se manifestado em uma live ao lado do seu advogado Paulo Valili Neto, sem avançar no afastamento. Porém, a partir do momento que viu chegar na Câmara o pedido para deixar a vice-presidência provocado pela vereadora Filipa Brunelli, do PT, e, temendo que o documento viesse a ser analisado já na terça-feira – o parlamentar decidiu abandonar o cargo.

Embora negue qualquer envolvimento na propalada “rachadinha” o que vai comprometer Sponton é a série de depósitos feitos na conta da sua mãe, seguindo traços de uma combinada cumplicidade criminosa. Se de fato for provada a corrupção é fato que – não haverá santos – pois todos se sentiam bem participando de uma prática ilícita: uns recebendo e outros pagando pelos benefícios que a situação oferecia, em detrimento da fragilidade fiscalizatória sobre o erário público.

Aparentando estar tranquilo ao lado do advogado Paulo Valili, Emanoel Sponton voltou a falar em perseguição política saindo da mesa diretora mas dando continuidade à sua carreira parlamentar; e como tal, vai acompanhar e contribuir com o Ministério Público para provar sua inocência.