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Operações em SP terminam com 580 agressores de mulheres presos: cinco são de Araraquara.

Ações de combate à violência contra a mulher vêm ocorrendo desde a última segunda-feira; balanço parcial de toda movimentação acompanhada pela Delegacia de Defesa da Mulher ocorreu nesta quarta-feira. Nomes dos presos são mantidos em sigilo.

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Segundo consta as operações vão continuar por mais um período

A operação realizada pelas polícias Civil e Militar nesta terça-feira (30) resultou em 580 agressores de mulheres presos. As ações reforçam a segurança neste fim de ano. Entre os destaques, está a mobilização de quase 2 mil policiais para cumprir mandados judiciais relacionados à violência doméstica.

A primeira ação, realizada em conjunto entre a Secretaria da Segurança Pública e a Secretaria de Políticas para a Mulher, cumpriu 562 mandados de prisão em todas as regiões do estado, incluindo Araraquara. A maior parte das prisões realizadas pela Polícia Civil ocorreu na Grande São Paulo, com 161 detidos. Na capital, o número chegou a 139. Além disso, mais 18 homens foram presos em flagrante.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, agradeceu o empenho dos mais de 1,8 policiais civis envolvidos. “É uma causa que a gente tem batalhado muito. São Paulo não vai deixar para trás os agressores de mulheres. Eles precisam saber que aqui existe uma polícia firme para combater qualquer tipo de violência contra elas”, disse o secretário.

A coordenadora de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Cristiane Braga, detalhou o perfil dos presos. “Temos crimes de toda ordem, mas a maior incidência é crime de lesão corporal e descumprimento de medida protetiva, o que mostra um perfil de desrespeito a decisões judiciais. Com isso, evitamos que ele reincida em condutas mais graves. A maioria deles são conviventes ou ex-conviventes, mais jovens e já condenados”, afirmou.

Em Araraquara, região central do Estado de São Paulo, a operação foi realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher; de acordo com informações obtidas pelo RCIA, cinco homens foram detidos, mediante mandados de prisão. Os nomes não foram divulgados.

COMO FOI A OPERAÇÃO

A operação Ano Novo, Vida Nova começou na segunda-feira (29). O trabalho envolveu todos os Departamentos de Polícia Judiciária do Interior e todas as seccionais do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, com atuação direta das Delegacias de Defesa da Mulher.

Em novembro, outros 1,3 mil agressores de mulheres já haviam sido presos durante a operação Hera II, que durante 21 dias intensificou o combate à violência doméstica no estado. Até outubro deste ano, mais de 11 mil infratores foram detidos pelas forças de segurança paulista.

As ações integram a estratégia do Governo de São Paulo de enfrentamento permanente à violência contra a mulher, unindo ações repressivas, prevenção e políticas públicas de proteção. O objetivo é ampliar a segurança das mulheres, interromper ciclos de violência e assegurar o cumprimento rigoroso das decisões judiciais.

A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, que também chefiou as DDMs, destacou o papel da prevenção no combate à violência da mulher. “São 142 delegacias da mulher em São Paulo. Em nenhum estado chega a 10% desse número. Aqui, as políticas são pioneiras. Temos DDM online que atende às mulheres em qualquer lugar do estado para fazer um boletim de ocorrência e pedir medida protetiva”, diz Adriana Liporoni.