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“Não estou à venda”: Vereador Cel Prado nega interferência na indicação de novo secretário e confronta vice-prefeita na Câmara

Em discurso firme no pequeno expediente da Câmara de Araraquara desta terça (17), parlamentar rebateu acusações da vice-prefeita Meire Laurindo sobre a troca no Meio Ambiente, negou articulação política e afirmou sua atuação independente.

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O vereador Coronel Prado e a vice-prefeita Meire Laurindo

O vereador Coronel Prado (NOVO) utilizou o pequeno expediente da sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (17) para rebater declarações da vice-prefeita e ex-secretária de Desenvolvimento Social, Meire Laurindo, que o acusou de ter pedido a demissão de seu cunhado, Carlos Alberto Ferreira, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Da tribuna, o parlamentar afirmou ter sido “envolvido de forma leviana e sórdida” em um debate que dominou o cenário político local nos últimos dias. “Primeiro, deixo algo absolutamente claro: eu não indiquei o coronel Alexandre, que foi escolhido para o cargo, tão pouco pedi a exoneração de ninguém”, declarou.

Prado também fez questão de ressaltar que não ocupa cargos na atual gestão municipal. “Eu não tenho cadeiras na atual gestão — e faço questão que continue assim. Independência política não é discurso, é prática”, afirmou.

O vereador admitiu que já havia feito críticas à condução da Secretaria de Meio Ambiente, mas negou que isso represente interferência administrativa. “Critiquei, sim, a atuação da pasta. E não fui o único. A secretaria parecia travada em uma burocracia que infelizmente existe em muitas estruturas públicas. Mas criticar não é pedir demissão”, pontuou.

Durante o discurso, ele também comentou sobre o coronel Alexandre, desejando sucesso na nova função. “Trata-se de uma pessoa íntegra, que vinha realizando excelente trabalho na Defesa Civil. Quando a gestão é técnica e comprometida com resultados, o trabalho aparece”, disse.

‘NÃO ENTREI NA POLÍTICA PARA NEGOCIAR PRINCÍPIOS’

Prado ainda abordou a necessidade de transparência na administração pública e mencionou possíveis questionamentos sobre nomeações em cargos comissionados. “Mesmo havendo discussões jurídicas, talvez fosse prudente que o Ministério Público analisasse eventuais situações de nepotismo, em tese”, afirmou.

Em outro trecho, o vereador reforçou seu posicionamento político. “Não entrei na política para negociar princípios, nem para me corromper, nem para passar pano para quem quer que seja. Eu não estou à venda”, declarou.

Para finalizar, o parlamentar ampliou o tom e afirmou que sua postura incomoda determinados setores. “A esquerda já percebeu que eu não faço parte do jogo deles. Sempre fui uma pedra no sapato desse sistema”, declarou, acrescentando que já apresentou representações aos órgãos de controle quando entendeu necessário.