
Foi anunciado no início desta semana que após – três anos sem atendimentos, o Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (PATEM) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação inicia uma nova fase em 2026, com a execução dos primeiros convênios no Estado.
O primeiro município contemplado é Araraquara, com a realização de estudo para avaliação das condições estruturais do Ginásio de Esportes Castello Branco (Gigantão), dentro da abordagem de Cidades Inteligentes. Neste momento, sem atividades, o Ginásio de Esportes Castelo Branco está sob concessão dada a empresa REVEE, ligada à Reag, que venceu a licitação para administrar a Arena da Fonte, o Gigantão e o CEAR por cerca de 30 anos.
Por mais de uma vez apontado com problemas estruturais o Gigantão vem encontrando a resistência do Ministério Público que tem barrado seu funcionamento e exigindo laudo técnico capaz de dar segurança aos frequentadores do local. Contudo, antes da cessão de direitos de exploração do ginásio de esportes por parte da Reag, o empreendimento já apresentava problemas estruturais.

Essas questões agora serão estudadas e colocadas em laudo técnico pelo IPT por dois meses e subsidiará decisões estratégicas para modernização e segurança do espaço, anunciou o instituto que passa a ser um instrumento estratégico de cooperação com a Prefeitura de Araraquara, consolidando uma parceria voltada à qualificação da gestão pública por meio da ciência aplicada, ainda que – supostamente a responsabilidade fosse da concessionária que desempenha função particular.
Entre as ações em andamento, destaca-se a avaliação das condições de segurança estrutural do Ginásio de Esportes Castelo Branco, conhecido como Gigantão, um dos principais equipamentos urbanos do município e referência arquitetônica da cidade. O estudo conduzido pelo IPT busca subsidiar decisões sobre preservação, requalificação e uso seguro do espaço.
OS PROBLEMAS VÊM DE 2004, 22 ANOS ATRÁS
Goteiras, alagamento da quadra e a queda de uma parte da aba lateral do Gigantão constavam em 2004 de uma primeira denúncia efetuada pelos engenheiros Wilson Léo e Renato Monteiro de Almeida ao Ministério Público. Em 2019, por conta de novas rachaduras e infiltrações, acendeu um alerta para a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo – interditar o Gigantão. A partir daí desencadeou-se uma disputa jurídica entre manter aberto ou fechado o ginásio de esportes.

No passado, indagados sobre a razão que os levou a indicar riscos de desabamento do Gigantão, ambos os engenheiros afirmaram em documento encaminhado à Prefeitura Municipal e ao Ministério Público que a denúncia foi graças à notícia publicada pela imprensa local de que – há décadas era constante o alagamento da quadra pela infiltração de águas das chuvas. “Se há décadas estava ocorrendo a infiltração, presumimos que isso acontecia há mais de dez anos e um dia, com o vazamento atravessando a estrutura e a ferragem”, comentou Léo.
Tecnicamente, assegurava o profissional, a infiltração leva o concreto a sua origem, que é o carbonato de cálcio; e leva a ferragem a sua origem, que é o sulfato de ferro, quer dizer, isso provoca mais rompimento na estrutura. “Naturalmente isso acontece com toda estrutura, quando ela começa a ruir”, explicava.
OS ESTUDOS DO IPT
Na semana passada ao anunciar a iniciativa de retomar o funcionamento do Gigantão o diretor-presidente do IPT, Anderson Ribeiro Correia, ressaltou que, iniciativas como o PATEM reforçam o papel do Instituto como parceiro estratégico dos municípios. “O IPT atua para transformar conhecimento técnico em soluções concretas para a gestão pública. Ao apoiar municípios como Araraquara, contribuímos para decisões mais seguras, eficientes e alinhadas aos desafios atuais das cidades”, afirma.













