
Oito meses após ser nomeado comandante da Guarda Civil Municipal em Araraquara (GCM), Sírio Santos Magalhães Junior foi afastado das funções nesta segunda-feira (25) deixando de exercer a chefia da corporação. O teor do documento ainda não é de conhecimento público, porém é bem provável que – tenha ligações com faltas graves supostamente cometidas no exercício das suas atribuições.
A exoneração pedida por ele, e publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (26) mostra a fragilidade da administração pública com a troca constante de secretários e coordenadores, impossibilitados de darem sustentação e permanência duradoura no cargo, sem o que – as pastas para as quais foram escolhidos não se mantém com trabalho sequencial.
A saída de Sírio, segundo consta, estaria diretamente ligada no uso de veículos oficiais sem formatação de agenda e, em horários incompatíveis para o exercício da atividade profissional, como por exemplo – ida para São Carlos, por volta das 23h00 e retorno cerca de duas horas depois ficando o carro estacionado nas cercanias de um motel.
Magalhães, de 46 anos, integra a GCM desde 2001 e até então atuava como inspetor das equipes noturnas. Formado em Educação Física e faixa preta de jiu-jitsu, tem especializações em Fisiologia do Exercício, Biomecânica e Lutas, além de experiência em diferentes frentes da corporação, como ROMU, ronda escolar, patrulhamento ambiental e COI. No ano passado foi nomeado para ocupar a coordenação da CGM.
Ao assumir o comando, no dia 19 de setembro ele disse que daria continuidade ao trabalho já realizado, com prioridade para a valorização da tropa, a integração com outros órgãos de segurança e o fortalecimento das ações preventivas em benefício da população.
Com receio de ser chamado para prestar esclarecimentos na Câmara Municipal, passando pelo crivo da Oposição e comprometer ainda mais o Governo, Círio não resistiu à pressão e decidiu sair da chefia. Em se tratando de servidor público a suposta falha cometida – sem dar explicações – sobre o uso do veículo fora do expediente, também poderia comprometer sua atividade funcional dentro da Guarda, pedindo então para ser exonerado apenas do comando da corporação.













