
Loja na Avenida 36 demonstrando solidariedade aos caminhoneiros
“Uma gente simples deu uma grande lição de coragem ao povo brasileiro e conseguiu mobilizar o País, até aqui por seis dias, levando a classe política brasileira a ‘trabalhar’ até mesmo num sábado para discutir a paralisação movida por quem busca apenas, melhores condições de vida”.
“Os caminhoneiros desafiaram o poder e tornaram inerte um governo que parece ter entendido a mensagem do desconforto a que tem submetido a população, causando-lhe danos quase que irreparáveis por conta das mazelas e atos de corrupção”.
“Sem distinção – partidos e políticos – foram além da conta nesta roubalheira desenfreada vida a fora e o grito dos transportadores não ficou restrito as estradas. A demonstração de coragem desta gente pode mostrar o quanto somos covardes e desinteressados pelo próximo”.
“Os caminhoneiros, longe dos bancos escolares, provaram que o beabá da vida está acima do mecanismo adotado pela ganância e bem distante do aproveitamento que coloca desalmados no poder, enclausurando os sentimentos do nosso povo”.
Frases assim foram a tônica da manifestação dos caminhoneiros nestes seis dias na beira da rodovia Washington Luís, onde mais de 500 profissionais do volante ficaram de braços cruzados a espera do governo atender suas reivindicações. Contudo, o ato não ficou restrito a eles; a população se mobilizou e buscou colaborar, cada qual a sua forma, com a doação de água e comida.
Na cidade houve também a manifestação de solidariedade com faixas, placas e cartazes ressaltando a iniciativa dos transportadores. Para muitos talvez seja o início de uma conscientização sobre a importância do voto nas eleições previstas para outubro.
MAIS DA METADE SEM SOLUÇÃO
Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, as rodovias federais têm 566 pontos de bloqueio. 524 áreas interditadas foram liberadas. Isso significa que, mesmo após o anúncio da suspensão da greve dos caminhoneiros, o governo não conseguiu solucionar mais da metade das interdições nas estradas.
“Isso significa que temos número, meio a meio, entre aquelas que se encontram interditadas e liberadas”, afirmou o ministro.