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Alta do milho ameaçada pela baixa da carne

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O mercado de milho continua firme, apesar da queda dos preços da carne, que deve acender sinais de alerta no setor. Não é apenas uma questão de oferta e demanda, mas, os níveis se aproximam perigosamente dos custos de produção das indústrias consumidoras.
Isso ocorre, explicam os analistas, especialmente neste mês de janeiro, em que os preços das carnes estão todos negativos: “Então, por um lado, temos alta praticamente consolidada e, por outro, sinais de que esta alta poderá encontrar dificuldades em prosseguir”.
A média Cepea ainda foi elevada em mais 0,25% nesta quarta-feira, na região de Campinas, principal referência para o milho brasileiro, para R$ 51,31, contra R$ 51,18/saca do dia anterior. Com isto, a alta mensal do cereal já atingiu 7,30% no físico.

SOBRE AS CARNES

De um modo geral, os preços das carnes continuam em níveis altos em relação há um ano, dando sustentação às altas dos preços do milho, mas acumulam recuos em janeiro, acendendo sinais de alerta nas indústrias de carne e dos vendedores de milho.
Para os principais consumidores de milho, os preços do frango resfriado para o consumidor em São Paulo permaneceram inalteradas nesta quarta-feira, cotados a R$ 5,12/kg, mantendo o acumulado do mês em negativos 4,30%. Os preços dos suínos no Paraná também permaneceram inalterados, mantendo o acumulado do mês para negativos 3,21%. Os preços do boi gordo em São Paulo também avançaram 0,15% para R$ 194,25/@, contra R$193,95/@ do dia anterior, com o acumulado do mês aumentando para negativos 6,14%