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Demanda por álcool em gel e 70% deve se manter em alta pós-pandemia

A Cooperativa Pindorama, tradicional produtora de álcool em gel, aproveita a demanda e amplia seu portifólio

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a Cooperativa Pindorama ampliou o mix de produtos com o lançamento do álcool 70% gel e líquido

O novo Coronavírus ampliou o mercado para outros tipos de álcool, como o gel e o 70% que contribuem no processo de higienização e, principalmente, no combate ao vírus.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, as vendas de etanol outros fins apresentaram crescimento acumulado de 86,57%, atingindo 242,16 milhões de litros vendidos desde o início do ciclo 2020/2021 até 1º de junho.

Poucas unidades sucroenergéticas produziam álcool em gel antes da pandemia, uma delas é a Cooperativa Pindorama, localizada no município de Coruripe, região do litoral sul de Alagoas.

A Pindorama comercializou no mês de janeiro, 850 caixas de álcool em gel e em fevereiro 588 caixas. Com o aumento expressivo da procura de álcool em gel por parte da população como forma de se prevenir contra o Coronavírus, a Cooperativa Pindorama, de 02 até o dia 18 março comercializou mais de 6.700 caixas do produto. Cada caixa, segundo informou a cooperativa, conta com 12 unidades de 500 gramas do produto.

Atenta as oportunidades de mercado, a Cooperativa Pindorama ampliou o mix de produtos com o lançamento do álcool 70% gel e líquido que entram no mercado com a finalidade de ajudar, no processo de higienização e, principalmente, no combate ao novo coronavírus.

“Com isso, duplicamos a fábrica de álcool, tanto na área física, quanto na estruturação interna com novos equipamentos para atender essa demanda que nos enxergamos como uma oportunidade de mercado muito interessante e cujo espaço precisa ser ocupado”, declarou o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, acrescentando que a produção diária passou de 1.500 caixas para 4.500 mil caixas de álcool em geral. “Para isso, também passamos a contar com três turnos”, reforçou.

Segundo ele, o projeto para a fabricação do álcool 70% já existe há mais de cinco anos. “A gente começou atendendo todas as exigências previstas para o funcionamento da fábrica. Depois veio a parte da Anvisa em busca da liberação para o funcionamento, que perdurou por dois anos. Mas, no início do ano passado, isso aconteceu. Parece que está guardado para ocorrer agora”, falou entusiasmado. De acordo com Klécio, diante de demanda, a capacidade de produção deverá ser novamente ampliada nos próximos 60 dias com as novas máquinas entrando em pleno funcionamento.