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La Niña se aproxima: O que esperar do clima global no segundo semestre de 2024

Fenômeno trará consigo mudanças significativas nas condições meteorológicas globais

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O retorno iminente de La Niña pode impactar significativamente a produção agrícola global

O padrão climático La Niña está previsto para emergir no segundo semestre de 2024, logo após a transição do El Niño para condições neutras no meio do ano, anunciou um órgão de meteorologia do governo dos Estados Unidos, na última semana.

Caracterizado por temperaturas excepcionalmente frias no Oceano Pacífico equatorial, o fenômeno La Niña está associado a padrões climáticos extremos, como enchentes e secas, dependendo da região afetada.

As previsões indicam um possível aumento da precipitação na Austrália, sudeste asiático e Índia, enquanto regiões produtoras de grãos e oleaginosas na América podem enfrentar condições mais secas.

O retorno iminente de La Niña pode impactar significativamente a produção agrícola global, afetando culturas como trigo, milho, soja e arroz.

A Índia, um dos principais fornecedores mundiais de arroz, já implementou restrições às exportações devido a uma monção fraca, enquanto a Austrália, um grande exportador de trigo, enfrentou reduções na produção devido às condições climáticas desfavoráveis.

As monções indianas, cruciais para a agricultura e economia do país, podem ser beneficiadas pelo desenvolvimento de La Niña, trazendo alívio após períodos de precipitação abaixo do normal.

Com a transição iminente de El Niño para La Niña, as comunidades globais, especialmente as agrícolas, devem estar preparadas para as potenciais consequências dessas mudanças climáticas, adaptando-se e desenvolvendo estratégias para mitigar seus impactos.