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Milho dos EUA já pressiona preços no Brasil

Estoques norte-americanos estão aumentando

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O que ainda favorece o milho do Brasil é o dólar alto

Os estoques de milho dos Estados Unidos aumentaram e isso já reflete em uma pressão nos preços do cereal no mercado brasileiro, segundo informou a T&F Consultoria Agroeconômica. De acordo com as informações, esse aumento dos estoques foi motivado por duas causas principais.

A primeira delas é o efeito do fechamento de plantas frigoríficas que continua a pesar, já que no acumulado do ano, as operações de carne bovina e suína caíram entre 25% e 30% em relação a um ano atrás. “Por outro lado, os Estados Unidos vão processar 9,5 milhões de toneladas de milho a menos do que esperavam na produção de etanol nesta safra”, indica a consultoria.

Para o Brasil, diz a T&F, isso significa a concorrência do milho norte-americano. “Com estoques maiores, os preços do milho americano continuarão a cair (dizemos continuará porque já caíram 80 cents/bushel, equivalentes a dois limites e meio de baixa, entre o final de janeiro e estes meados de abril de 2020. Com preços caindo, o milho americano começa a fazer concorrência ao milho brasileiro”, informa.

“O que ainda favorece o milho do Brasil é o dólar alto, mas, tão logo ele se estabilize em níveis mais competitivos, é possível que a demanda de exportação seja reduzida em nosso país, não de todo, porque a qualidade de nosso produto é excepcional, mas sofrerá um forte impacto”, completa.

Além disso, a pesquisa diária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) revelou a décima queda consecutiva dos preços do milho, tanto no mercado futuro da B3, quanto no mercado físico de Campinas. “Nesta praça a média de preços recuou forte novamente nesta quarta-feira, outros 2,92%, para R$ 51,53 contra 53,08/saca do dia anterior depois de bater R$ 60,00 há duas semanas. Os preços já recuaram 13,41% somente em abril, até o momento”, conclui.