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Ministro Fávaro participa de reunião com BNDES para dialogar sobre fomento da agroindústria brasileira

Encontro contou com o presidente do banco, Aloízio Mercadante, e com representantes do cooperativismo.

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É fundamental para o país fortalecer o cooperativismo

Nesta terça-feira (30), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de reunião com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloízio Mercadante, para dialogar sobre apoio as cooperativas do agronegócio brasileiro.

A iniciativa visa ampliar o suporte dado pelo Governo Federal para melhorar as condições do setor agropecuário e, também, fomentar os investimentos das cooperativas na agroindústria. O encontro também contou com a presença de representes do cooperativismo nacional, que levaram suas demandas para impulsionar os negócios. A ideia é desenvolver uma linha de crédito mais atrativa para investimentos a longo prazo e com um bom período para amortizar o valor.

“Hoje tivemos a oportunidade de apresentar ao BNDES cooperativas de porte médio, mas de produtores muito organizados com capacidade de gestão excepcional que se juntaram em cooperativas para ganhar escala e agora estão vocacionados a verticalizar a produção, quer seja com etanol de milho, fiação de algodão, industrialização de leite, de derivados, e que esperam do banco o amparo para financiamentos atrativos para isso”, relatou o ministro.

Ainda, Fávaro pontuou o papel fundamental do cooperativismo para aquecer a economia do país. “O cooperativismo brasileiro é um modelo de negócio muito potente, que dá oportunidade para o pequeno e médio produtor ter competitividade em grande escala. Gera empregos e movimenta a economia”, disse.

O presidente Mercadante reforçou o compromisso do BNDES no apoio ao desenvolvimento do agro brasileiro. Relembrou que o banco de desenvolvimento já aprovou mais de R$ 45 bilhões em operações para o setor agropecuário, entre janeiro de 2023 e março de 2024, em todas as Regiões do Brasil. Também destacou a linha dolarizada pelo BNDES, destinada para quem tem receitas ou contratos em dólar. No total, já foram disponibilizados cerca de R$ 8 bilhões, com taxa de juros de 7,59% ao ano.

“É fundamental para o país fortalecer o cooperativismo. Tem 1.000 cidades hoje que não têm mais agência bancária, só têm cooperativa, e são 20,5 milhões de pessoas, quase 650 bilhões em faturamento. Vocês no agro representam 24% desse movimento do cooperativismo no Brasil, então queremos fortalecer”, destacou o presidente do BNDES.

No último domingo (28), na abertura da Agrishow, foi lançada uma nova linha de crédito do BNDES, criada para ampliar o apoio ao setor agropecuário. Com a iniciativa, o crédito próprio do BNDES para o agro brasileiro pode chegar a R$ 10 bilhões em 2024. “É uma resposta para apoiar os agricultores brasileiros, qualquer um que teve dificuldades durante a safra, por questões de preço ou de clima”, afirmou Mercadante.

A reunião também contou com a presença do assessor especial do ministro do Mapa, Carlos Augustin. “Temos que ser criativos, originais e criar novas alternativas para financiar as atividades agroindustriais. A meta é ir além e chamar atenção, por exemplo, de investidores do Japão, da China, para criação de fundos”, disse. “Estamos aqui achando soluções para construir um Brasil melhor”, concluiu.