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Ainda sem laudo genético de mãe e filho, celular do piloto encontrado em Iranduba terá sigilo telefônico quebrado

Investigação feita localizou o sinal do iPhone do piloto em uma comunidade em Iranduba (AM), na margem oposta do Rio Negro. O advogado tenta na Justiça a quebra do sigilo telefônico, enquanto é aguardado o resultado do exame de DNA da mãe e do corpo encontrado em Viseu (PA).

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Piloto João Vitor, desaparecido no Estado do Pará

O resultado do exame de DNA da mãe do piloto João Vitor de Lima Franco ainda não foi divulgado, pois o material genético está em fase de análise no Instituto Médico Legal (IML).

O piloto está desaparecido há cerca de 3 meses após viajar para o Pará, e a coleta foi feita em Araraquara para verificar a compatibilidade com um corpo encontrado decapitado em Viseu (PA). O processo de compatibilidade genética está sendo realizado após coleta da mãe, Alessandra de Lima, realizada no IML de Araraquara.

As amostras, segundo consta, foram enviadas para São Paulo e, em seguida, para o IML de Castanhal, no Pará, onde o corpo não identificado se encontra.

Segundo apurou o RCIA, os legistas da Polícia Científica realizam neste momento a comparação. Como o corpo estava em avançado estado de decomposição e decapitado, esse procedimento costuma levar tempo para garantir um resultado conclusivo.

As investigações apontam que o resultado do exame de DNA costuma levar de 15 a 30 dias para ficar pronto em casos complexos, mas a Polícia Científica do Pará ainda não estabeleceu um prazo oficial exato para a entrega deste laudo genético.

O andamento dos exames laboratoriais e os novos detalhes levantados pelas polícias civis de São Paulo e do Pará mostram um cenário complexo.

O corpo foi encontrado em Viseu (PA) em abril, decapitado, esquartejado e em avançado estado de decomposição. Retirar material genético viável nessas condições exige processos químicos demorados, comentou um especialista. O sangue da mãe, Alessandra, foi coletado em Araraquara (SP) em 10 de junho. Ele precisa passar por laboratórios centrais antes do confronto genético final no Pará.

NOVAS DESCOBERTAS DA INVESTIGAÇÃO

Uma investigação particular feita pela família localizou o sinal do iPhone do piloto em uma comunidade em Iranduba (AM), na margem oposta do Rio Negro. O advogado tenta na Justiça a quebra do sigilo telefônico.

João Vitor e o acompanhante, Márcio Clay, tinham a missão de levar um avião modelo Baron de Belém até uma fazenda na zona rural de Itaituba (PA).

O empresário colombiano Ivan Adel Gois de Los Rios, que financiava a estadia do piloto e era dono do avião, foi assassinado a tiros no Pará em 16 de maio, logo após registrar o desaparecimento na polícia.