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Araraquara em estado de alerta com passagem de ciclone e ventos de até 100 Km por hora

A chegada de um ciclone extratropical na região Sul do país deve gerar rajadas de vento de até 100 km/h no estado de São Paulonesta sexta-feira (07), colocando em alerta vermelho (risco muito alto) nove das 16 regiões administrativas do estado. Araraquara, está em alerta amarelo, que pode gerar consequências.

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Ventos fortes são anunciados para Araraquara que está inserida no alerta amarelo

Araraquara aparece na lista anunciada pela Defesa Civil Estadual como passagem de ciclone bomba que pode começar no Rio Grande do Sul. O serviço de meteorologia, uma das ciências que estudam a atmosfera terrestre, diz que o ciclone vai atingir principalmente o sul do país, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria.

Ainda nesta sexta-feira (07), ainda teremos uma intensidade moderada a forte, com ventos até 70 km/h. No período da noite, os ventos serão fortes ou muito fortes, podendo chegar até 100 km/h. Depois, no sábado, o fenômeno começa a perder força”, afirma o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo William Minhoto.

A Defesa Civil listou as cidades que devem permanecer em alerta: Araçatuba, Araraquara, Barretos, Franca, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Além dos ventos, há previsão de pancadas de chuva e descargas elétricas. A combinação desses fenômenos pode aumentar os riscos à população e provocar transtornos em diferentes regiões do estado.

Uma das regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado deve ser a Baixada Santista. A serra do mar, explica Minhoto, impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.

O ciclone é chamado de “bomba” pela característica do fenômeno de ganhar intensidade muito rapidamente, por conta da perda de pressão atmosférica.

“Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal”, diz o meteorologista William Minhoto. Por consequência, os modelos matemáticos apontam que os efeitos do fenômeno que se formou na região Sul deve atravessar o Oceano Atlântico e chegar até a África do Sul.