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Quando os meninos envelhecem

Por José Pedro Renzi

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Os jogos eram aos domingos pela manhã, no Estádio Municipal Tenente Siqueira Campos, em Araraquara, no bairro do Carmo, quase próximo ao Centro da cidade, jogavam garotos da idade de 11, 12 anos de vida.

Os times ou melhores a reunião de jogadores era do Atlas do Armando Clemente, do Colorado do Zélemão, do Fluminense, do Flamenguinho, da Portuguesinha, do Corinthinha.

No juvenil jogavam Benfica e seu rival o Palmeiras da Vila Xavier, dirigido pelo Gaeta ou José Alberto Gonçalves.

Quem me levou ao Estádio Municipal foi meu irmão Antonio Renzi, eram tempos de alegria em torno do alambrado num estádio onde cabiam quatro mil pessoas ou menos, hoje propriedade do Clube Araraquarense.

Os rachas eram pela manhã, fui ver Careca jogar no Colorado e Coca no Benfica, também conheci Zé Morgado que jogava como lateral esquerdo do Comercial do técnico Tim.

Eram tempos de meninos, para lembrar que os Encontros dos amigos do Atlas e do Colorado, continuam em regime de “mini-campo” em grama sintética lembrando os velhos tempos do Atlas bi-campeão em 1972 e 74 e os craques que estavam no Colorado do Zélemão, falecido em 2015. No Colorado jogavam Paulo Cesar, Carlos Henrique, Marinho Rã, se não me falha a memória Teroca ou Nandão Vidal, médico, entre outros craques do esporte bretão.

Tempos de saudade, onde os meninos envelhecidos com mais de cinqüenta anos, se tornam adultos da bola e do campo, nas memórias e rachas ou disputas do dente de leite ou ainda do futebol infantil e juvenil.

Parabéns a todos dos Encontros dos Amigos do Atlas e do Colorado! Acredito pela décima quarta vez que se encontram.

José Pedro Renzi, Sociólogo, professor e poeta

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do RCIARARAQUARA