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Canasol sediou com a CNA/FAESP etapa do projeto Campo Futuro para avaliar produção da cana em 26/27

No encontro organizado pela Canasol foi definida uma propriedade modal de 70 hectares, com estimativa de produtividade no ciclo 2026/2027 de 75 toneladas por hectare e qualidade de matéria-prima com cerca de 120 quilogramas de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana processada.

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Diretores e associados da Canasol acompanhando o encontro com a CNA e FAESP de forma online

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a FAESP (Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo) realizaram nesta quinta-feira (09) na CANASOL (Associação dos Fornecedores de Cana) em Araraquara – no formato online – nova etapa do Projeto Campo Futuro discutindo e avaliando levantamentos dos custos da produção da cana-de-açúcar na região central do Estado.

 As informações já estão contidas no Projeto Campo Futuro da CNA e espelham a produção da cana neste ano com a colheita no ano que vem. Na verdade, a colheita, no Centro-Sul, concentra-se entre abril e novembro, período seco que favorece a concentração de açúcar, contam os técnicos.

O encontro desta semana ocorreu no auditório da Canasol; os painéis tiveram a participação de técnicos da CNA, em parceria com federações estaduais (no caso dos paulistas a FAESP/Federação da Agricultura), universidades e centros de pesquisa, além de produtores rurais, sindicatos, cooperativas, técnicos e especialistas do setor, o que serviu para demonstrar uma vez mais a importância da associação aglutinar e orientar produtores e fornecedores dentro do agronegócio brasileiro.

O engenheiro agrônomo e presidente da Canasol, Luís Henrique Scabello de Oliveira, disse na reunião em Araraquara que o – levantamento das informações feito por meio de painéis nas principais regiões produtoras de cada produto e municípios com significativa participação na produção nacional é de extrema importância pois dá credibilidade ao trabalho do produtor. No caso de Araraquara, a cana-de-açúcar, sua principal cultura.

“O painel consiste em uma reunião técnica in loco, participando além de especialistas da área os produtores e fornecedores definindo uma propriedade modal na região para o levantamento das informações.

Participantes do encontro centralizado na Canasol

No levantamento organizado pela Canasol foi definida uma propriedade modal de 70 hectares, com estimativa de produtividade no ciclo 2026/2027 de 75 toneladas por hectare e qualidade de matéria-prima com cerca de 120 quilogramas de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana processada.

Segundo a assessora técnica Eduarda Lee, para o próximo ciclo a estimativa de receita é insuficiente para cobrir todos os custos operacionais totais. “Os maiores custos operacionais observados são relacionados aos tratos soca, sobretudo com fertilizantes”, disse.

Após a realização dos painéis, as matrizes de custos e as informações sobre as receitas médias são atualizadas mensalmente pelas organizações parceiras do projeto, expondo a conjuntura e o desempenho da produção por meio do diagnóstico das unidades produtivas modais, a cada etapa do ciclo produtivo. A CNA mantém um banco de dados com informações de custos desde 2007, gerando um grande sistema de informações.

As publicações do projeto são divididas em boletins técnicos regionais, com divulgação anual, e análises e relatórios setoriais de desempenho da agropecuária brasileira, denominados “Ativos do Campo”, com divulgação mensal.

Com a realização das quatro primeiras ações do projeto, ocorre a apresentação anual dos resultados na sede da CNA, em Brasília, quando são divulgados os dados consolidados e é distribuído um livro elaborado em conjunto com as universidades e os centros de pesquisa parceiros do Campo Futuro.