A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) em um relatório divulgado no dia 17 de junho de que existem 5.570 municípios no país, mas apenas 85 deles (1,5%), tem todas as condições de oferecer um sistema de saneamento básico digno a população.
Uma conclusão clara e vergonhosa de que cano embaixo da terra não dá voto, pois saneamento básico está longe de ser uma prioridade para a grande maioria das administrações publicas do Brasil.
A ABES avaliou 1868 municípios, o que representa 68% da população brasileira, fazendo parte do raking as 27 capitais, sendo os critérios de propriedade divididos em 4 categorias: Rumo a universalização, Compromisso com a universalização, Empenho para universalização e Primeiros passos para a universalização.
Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Salvador (BA), são as cinco capitais primeiras colocadas na categoria “Rumo a universalização”. Porto Velho ((RO) é a única cidade na categoria “Primeiros passos para a universalização”.
Os indicadores avaliados pela ABES são:
1) Abastecimento de água, que afere o percentual de pessoas atendidas pela rede dentre o total de residentes; 2) Coleta de esgoto, utilizando o mesmo critério; 3) Tratamento de esgoto, que avalia o volume de esgoto tratado; 4) Coleta de resíduos sólidos, que afere a taxa de cobertura da coleta domiciliar; e 5) Destinação adequada de resíduos sólidos, que avalia a quantidade de resíduos destinada a unidades de processamento ante o total produzido pelo município. A pontuação máxima no ranking é de 500 pontos, quando o município obtém nota 100 em cada indicador.
O estudo também apontou que a maioria dos prefeitos não tem sequer os dados das suas cidades mapeados para enviá-los ao Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), considerado como base de dados que utilizado pela ABES.
Mesmo o Brasil sendo considerado como a oitava economia do mundo, existe uma classificação desonrosa quanto se trata de saneamento básico, ocupando a 106ª colocação
Araraquara no Ranking da Universalização do Saneamento
Um pouco distante da realidade das cidades de São Paulo, como Piracicaba, Rio Claro e Caetano do Sul, classificadas como as três únicas cidade que atingiram 100% dos requisitos apontados nos indicadores, a cidade de Araraquara ocupa a 29ª colocação, os indicadores apontam:
Abastecimento de água 96,98%; Coleta de esgoto 97,02; Tratamento de esgoto 100%; Coleta de resíduos sólidos 98,37%; Destinação adequada 100%, pontuação total 492,37%, taxas de internações 12; Plano de saneamento, sim.
Portanto o estudo da ABES demonstra em seus indicadores que Araraquara não atingiu 100% em dois indicadores que são a Coleta de esgoto e Coleta de resíduos sólidos.
Os dados relacionados à taxa de internações evidência por meio das DRSAI – Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, definidas em pesquisa financiada pela FUNASA nos anos de 2001 e 20026.
Em sua maioria, as DRSAI são típicas de ambientes precários, sem saneamento básico ou com saneamento inadequado. Para este estudo, dentre as DRSAI, são utilizadas as doenças de transmissão feco-oral (diarréias, febres entéricas, hepatite A). Sobre elas, calculou-se a taxa de internações média por 100.0007. As doenças selecionadas são: cólera, febre tifoide e paratifoide, outras infecções por salmonela, shiguilose, outras infecções intestinais bacterianas, amebíase, outras doenças intestinais por protozoários, infecções intestinais virais e outras e as não especificadas, diarréia e gastrenterite de origem infecciosa presumível.