Início Cidade

Casa Cairbar: 53 anos de respeito e amor ao próximo

Terceirização solidária, inserção social e dignidade oferecidos aos internos

128
O começo de tudo, através Nelson Fernandes, na metade dos anos 60, construção feita com a doação de garrafas, jornais, revistas, possibilitando a construção do prédio.

Instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que atua na área da saúde mental para o tratamento de indivíduos portadores de transtorno mental, o Hospital Psiquiátrico Espírita Cairbar Schutel (Casa Cairbar) visa à reinserção social através da reabilitação psicossocial, tendo como estratégias de atuação o trabalho e renda, formação profissional e a inclusão social para promoção da qualidade de vida.

Em 2020, esse trabalho recheado de amor e fraternidade completa 53 anos de atividades em Araraquara. E entre as grandes conquistas alcançadas nos últimos anos estão as oficinas de trabalho na Casa, também conhecidas de laborterapia.

Quem nos explica essa realidade é Osvalte Nogueira, diretor-presidente da Casa Cairbar Schutel. Segundo ele, essas oficinas terapêuticas funcionam em duas modalidades: produtiva e expressiva. Ambas acolhem, atualmente, 140 pacientes.

“A primeira delas reúne a produção dos itens encaminhados pelas empresas parceiras, sendo esta oficina composta por pacientes com maior autonomia, assiduidade e alta produtividade; a outra reúne atividades direcionadas aos pacientes com maior limitação cognitiva e psicomotora”, revela.

Nelsinho Fernandes e Osvalte Nogueira em nome da Casa, uma homenagem em 2016 na Câmara Municipal

Hoje os internos, que foram treinados por técnicos do Senai, desmontam eletroeletrônicos para que seja vendido às empresas parceiras, dando assim destino correto ao lixo eletrônico. Vale ressaltar que Casa Cairbar é única habilitada para o trabalho na cidade.

Outro trabalho que a Casa oferece também como forma de terapia, é a separação de tampinhas, as oficinas além de reverter verba para a instituição, os internos também recebem pelo trabalho, um fator de motivação nas oficinas.

Osvalte completa: “Aqui qualquer tostão é bem vindo e a terceirização solidária compreende a geração de renda para nossos assistidos portadores de transtornos mentais. Para a empresa, redução de custos produtivos, do tempo, além de aumentar sua participação social”.

Vale lembrar que ações do tipo auxiliam as empresas a cumprirem a Lei de Cotas para Pessoas Deficientes. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho fiscalizam isso de perto. A lei exige que toda instituição de grande porte – com cem ou mais empregados – deverá preencher de 2% a 5% por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas.

CAMINHO

Porém, a ajuda não se limita apenas ao jurídico: pessoas físicas também podem colaborar. O caminho está exposto no site da Casa (http://www.casacairbar.org.br). A Lupo, Mac Lub e a Big Dutchman são alguns dos parceiros atuais do Cairbar Shutel. Neste momento de pandemia o trabalho diminuiu e portando a entidade necessita de apoio da sociedade, para que possa prosseguir com o trabalho que realiza.

Fora essa realidade, a Casa também conta desde 2013 com outras duas assistências: moradia fixa para 11 pessoas – entre homens e mulheres, internação com 15 leitos femininos e 25 masculinos, além das residências terapêuticas, que podem abrigar 11 pacientes para períodos de tratamento. Parabéns aos diretores e colaboradores da Casa.