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Jovem araraquarense e os 3 amigos mineiros foram mortos por organização criminosa em Florianópolis

Jovens estavam desaparecidos desde o dia 28 de dezembro e foram encontrados seis dias depois, enterrados em Biguaçu, executados por outra organização criminosa, com alto grau de perversidade. Polícia segue a linha de briga entre facções.

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O araraquarense Pedro Henrique Prado de Oliveira e os amigos Bruno Máximo da Silva, Guilherme Macedo e Daniel Luís da Silveira

A investigação central relacionada a morte dos quatro amigos na área de Biguaçu (SC), ocorrido em 3 de janeiro, sugere um provável vínculo com organizações criminosas.

De acordo com a polícia, os cadáveres descobertos estavam em um estágio avançado de decomposição e mostravam indícios de tortura, além de ferimentos causados por balas e facadas. A região foi cercada para que as investigações pudessem ser conduzidas.

De acordo com as apurações, os cadáveres de Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos e oriundo de Araraquara (SP), e Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, natural de Guaranésia (MG), foram localizados, assim como os de Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos com 28 anos.

A Polícia Civil de Santa Catarina anunciou em um comunicado que abriu uma investigação policial para investigar as condições em que ocorreram as mortes das quatro pessoas. Os laudos periciais verificaram a identidade das vítimas, que eram os mesmos indivíduos desaparecidos desde 28 de dezembro de 2025.

A Polícia Civil está à espera da finalização dos laudos de necropsia, que revelarão a causa das mortes e possíveis informações adicionais. Investigações estão sendo realizadas para esclarecer todos os aspectos do caso, e, neste momento, nenhuma linha de investigação foi excluída.

As autoridades policiais e a perícia foram chamadas para investigar o que pode ter ocorrido com os jovens. A Delegacia da Comarca de Biguaçu prosseguirá com as apurações.

Pesquisadores suspeitam que os adolescentes foram submetidos a torturas antes de serem mortos. Foram detectados indícios de cortes feitos por facas e vestígios de tiros, com a teoria predominante apontando para uma execução realizada por uma organização criminosa concorrente.

REPORTAGEM DO CIDADE ALERTA

Tendo em vista que um dos mortos era natural de Araraquara e interessado em acompanhar as investigações o RCIA apresenta reportagem especial publicada pelo programa Cidade Alerta em Santa Catarina, num belo trabalho do jornalista Felipe Kreusch.

Assista a reportagem na íntegra.