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“Não há isolamento social em Araraquara”, diz Eliana Honain

Volta às aulas, pressão para flexibilização, passe do idoso, foram alguns assuntos discutidos pela secretária de saúde no 1° Fórum Saúde e Cidadania realizado pelo Conselho de Saúde do município.

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Na noite desta quarta-feira (29), o Conselho Municipal de Saúde de Araraquara, presidido por Haroldo Campos, realizou o 1° Fórum Saúde e Cidadania, via web.

Entre os vários participantes estava a Secretária de Saúde Eliana Honain, que disse que pouca coisa muda em Araraquara na fase amarela do Plano São Paulo. “Nós já vínhamos avançando em uma série de coisas relativas à flexibilização, a única mudança concreta é o horário de funcionamento do comércio, que estava restrito em quatro horas e agora passa para seis horas diárias, que ao nosso ver vai diluir a aglomeração em um espaço de tempo maior”, ressaltou.

VOLTA ÀS AULAS

Segundo a secretária para a preparação da volta às aulas se criou um comissão dentro do Comitê de Contingência do Coronavírus, para que se estude uma nova forma de voltar às aulas. “Isso não significa que nós vamos voltar dia 8 de Setembro, quem vai definir isso é a Saúde, o que temos é um grande problema pela frente na questão do retorno às aulas, nós temos uma grande pressão das escolas particulares e nós temos uma realidade na rede pública, onde é impossível de se praticar o distanciamento entre crianças jovens e adolescentes, principalmente na rede infantil”, afirmou Honain

Ainda de acordo com Eliana a pressão maior para o retorno das aulas é de pais que precisam trabalhar e não tem onde deixar seus filhos, pois a maioria já retornou as suas atividades. “A educação será a última categoria a voltar, pois é muito difícil conter as crianças na questão do contato físico, não estamos nos preparando para a volta às aulas, estamos estudando possibilidades”, disse a secretária.

NÚMEROS

Sobre os números crescentes na cidade Eliana disse que a saúde está tentando estabilizar os números de caso, mas isso não é a realidade “estamos mantendo uma constante de positividade de 20% às vezes 24%, temos uma demanda muito grande da população com síndrome gripal, e isso é bom, pois queremos que as pessoas procurem atendimento, estamos nos organizando para os exames, assim damos conta no menor tempo possível, é nosso papel testar as pessoas, isso é fundamental”.

Para a secretária a estabilidade teria que contar com a adesão dos munícipes. “Nós não temos aqui isolamento social, um dos motivos é que o interior de São Paulo começou o isolamento muito cedo, quando os casos começaram a chegar ao interior a população já estava cansada desta realidade, e não acreditando mais no risco, não cumprem o isolamento social. Lembrando também que a flexibilização não é para pessoas do grupo de risco e acima de 60 anos”, explicou

PRESSÃO

Ela explica que há uma pressão muito forte para que volte às aulas de hidroterapia, mas afirmou que isso não vai acontecer. Também a volta do passe do idoso, não vai ocorrer. “Essas pessoas tem que se manter em isolamento social, qual o tempo? Até quando? Acredito que essa situação perdure até que tenhamos uma vacina efetiva em relação ao coronavírus. A população precisa se conscientizar, as confraternizações, os encontros familiares continuam ocorrendo, pois as pessoas estão saindo e muito e desnecessariamente, parece que não tem mais medo. Só saia quem precisa trabalhar quem está na linha de frente do combate e os serviços essenciais. Vemos muitos idosos pela rua e não é dia de pagamento, ou atendimento médico. Para atendimento médico a idosos temos o 0800, aonde vamos até em casa, para qualquer atendimento. Temos na região 24 municípios com mortalidade baixa, que fica em torno de 1.9% e acreditamos na testagem e internação precoce para conter o avanço”.

SETOR ECONÔMICO

Eliana disse que há também uma pressão muito grande do setor econômico para a liberação como um todo “porque tem que acontecer, as pessoas tem que se contaminar e não é assim, pois sabemos que quando a pessoa chega tardiamente no serviço de saúde, uma pessoa que tenha comorbidades, associada ao covid-19, o risco de letalidade é muito grande”, finalizou a secretária.