Proprietária de comércio de reciclagem denuncia possível direcionamento de lei para prejudicá-la

Segundo a comerciante, o vizinho de seu depósito que é amigo de Porsani teria pedido ao vereador para retirá-la do local. Porsani nega a acusação. 

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Segundo a comerciante, o vizinho de seu depósito que é amigo de Porsani teria pedido ao vereador para retirá-la do local. Porsani nega a acusação. 

A Câmara Municipal aprovou em sessão ordinária no dia 21 de maio de 2019, e promulgou a Lei de autoria do vereador José Carlos Porsani (PSDB) que institui  – A cem metros de escolas, creches, postos de saúde e similares é vedado depósito de materiais recicláveis ou sucatas para sua guarda ou comercialização. Alterando assim a Lei Complementar n° 18, de 22 de dezembro de 1997. 

De acordo com a comerciante Márcia Karina Basaka Testai, que possui um pequeno depósito de materiais de recicláveis na Avenida Guido Bonetti, entre ruas Alexandre Mackenzie e  Euclides dos Santos, no bairro do Santa Angelina, esta lei foi feita para atender a um pedido de um vizinho de seu comércio que é amigo do vereador José Carlos Porsani.

Ela conta que tem MEI (Microempreendedor Individual) de seu depósito há 2 anos e que está tentando tirar o alvará na prefeitura, mas ainda está em andamento. Pois pediram adequações, onde, ela fez um empréstimo no Banco Santander para atender as exigências impostas por lei, inclusive banheiro para deficientes.

Márcia conta que o irmão de seu vizinho também tem um comércio de reciclagem e que por conta disto, talvez queira eliminar a concorrência. E por ser amigo do vereador estariam tentando prejudica-la. Afirmou ainda que “alguém” do auto escalão do Executivo confidenciou a ela que esta lei foi direcionada a seu comércio para que deixe o local. A comerciante tem uma filha deficiente e diz que precisa trabalhar “não quero Bolsa Família, remédio mais barato, quero apenas trabalhar para sustentar meus filhos” – ressaltou ela.

Márcia tem assinatura da maioria de seus vizinhos para continuar a trabalhar com sucata e diz que a Creche fica a 101 metros de seu depósito.

O QUE DIZ PORSANI

“O projeto é resultado de uma rotina de visitas a 32 unidades de saúde do município, onde uma das demandas era exatamente a existência destes locais, onde se dá a proliferação de criadouros da dengue, com forte impacto na epidemia de dengue que o município vive. É leviano acreditar que a intenção da proposta seja qualquer outro, senão o interesse público coletivo”, comenta o vereador.

Nestas mesmas visitas, segue a declaração, Porsani recebeu demandas de outros problemas nas unidades da cidade, como infiltrações de umidade, portas quebradas, necessidade de pintura e reforma e diversos outros, que estão sendo tratados diretamente com a administração municipal.

Porsani disse ainda à reportagem, que irá até o local para conversar com a comerciante, pois a lei foi estruturada à partir de estudos.

Assista ao vídeo completo sobre a matéria clicando na foto acima.