
A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana começou nesta terça-feira (11) em Sertãozinho (SP), no Centro de Eventos Zanini. A cerimônia de abertura reuniu autoridades políticas e lideranças do agronegócio, que reforçaram o protagonismo do Brasil na transição energética global.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prestigiou o evento ao lado do secretário estadual da Agricultura, Geraldo Melo Filho, e do prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez. Também participaram o presidente da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone; o presidente de honra da edição e presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), Hugo Cagno Filho; o presidente emérito da feira, Antônio Eduardo Tonielo; a presidente do Ceise Br, Rosana Amadeu e Luís Henrique Scabello de Oliveira, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara e na oportunidade também representando a FEPLANA (Federação Nacional dos Plantadores de Cana do Brasil).
Durante o discurso de abertura, Tarcísio de Freitas defendeu a diversidade de fontes renováveis do país e apontou oportunidades na descarbonização de diferentes modais de transporte. Segundo o governador, grandes empresas de navegação já preparam a adoção do biobunker, combustível marítimo misturado a fontes renováveis, e do etanol na propulsão de navios.
“Uma das vocações do Brasil é a transição energética”, declarou Tarcísio, ao citar também o avanço do combustível sustentável de aviação (SAF) e da cana-de-açúcar como matéria-prima estratégica. O governador ainda destacou a chegada do biometano a regiões como Ribeirão Preto, que já substitui combustíveis fósseis em frotas de veículos pesados.
O diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, ressaltou o papel de Sertãozinho no desenvolvimento tecnológico da cadeia sucroenergética. A feira reúne mais de 600 marcas expositoras e representantes de mais de 80 países nesta edição.
“Precisamos valorizar esse patrimônio nacional, exportar nossas tecnologias e incentivar o uso do etanol”, afirmou Montabone, ao defender maior participação brasileira no mercado global de bioenergia a partir das soluções desenvolvidas na região.
BIOENERGIA BRASILEIRA

O presidente de honra da edição, Hugo Cagno Filho, que também preside a União Nacional da Bioenergia (UDOP), avaliou que a transição energética deixou de ser promessa para se tornar realidade concreta nos mercados. Segundo ele, a bioenergia brasileira já opera como um conjunto de biorrefinarias, capazes de produzir etanol, bioeletricidade, biogás, biometano, biobunker e SAF.
“É um setor que gera empregos, promove o desenvolvimento regional, investe em inovação e fortalece a posição do Brasil na agenda mundial da descarbonização”, declarou Cagno Filho, ao citar o crescente interesse internacional pelos biocombustíveis brasileiros.
ETANOL MARÍTIMO
A sustentabilidade dominou a programação do primeiro dia de feira. Em painel promovido pela Canaoeste, especialistas apresentaram iniciativas que combinam redução de custos, eficiência produtiva e preservação ambiental.
O painel “Etanol na Navegação Marítima: O Futuro Chegou” discutiu o potencial do etanol brasileiro na descarbonização do setor marítimo. Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, projetou um mercado potencial de 225 milhões de toneladas para o etanol marítimo. Um volume que supera em mais do dobro a atual produção mundial do combustível, estimada em 100 milhões de toneladas.
A Copersucar, por sua vez, apresentou um teste com navio cargueiro apto a substituir o e-metanol por etanol. E também detalhou a inclusão de biocombustíveis em sua logística. A empresa já opera 74 caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar até o Porto de Santos.
SAF GANHA ESPAÇO NA FEIRA
O painel “Por que o mercado de SAF do Brasil pode estar mais próximo do que você imagina” reuniu especialistas para debater perspectivas e oportunidades do combustível sustentável de aviação no país. O tema reforça o interesse crescente do setor aéreo brasileiro pela descarbonização.
A programação da Fenasucro & Agrocana continua nesta quarta-feira (12) com os painéis da FenaBio e a exposição de tecnologias e oportunidades de negócios para a cadeia da bioenergia.

CANASOL E FEPLANA PRESENTES
Entre os convidados para a abertura do evento em Sertãozinho, estava o presidente da Canasol e diretor financeiro da FEPLANA (Federação Nacional dos Plantadores de Cana do Brasil), Luís Henrique Scabello de Oliveira, uma das mais importantes autoridades do setor sucroalcooleiro do Brasil na atualidade.
Além da importância da Associação dos Fornecedores de Cana, a FEPLANA é uma entidade fundada em 1941, com sede em Brasília que atua na defesa e representação oficial dos produtores e fornecedores de cana-de-açúcar perante órgãos do governo e do setor sucroenergético.
Segundo o dirigente, a FEPLANA hoje congrega dezenas de associações de produtores em vários estados brasileiros, protegendo os interesses de dezenas de milhares de produtores independentes de cana. “Temos participado de debates legislativos, trabalhistas e ambientais de interesse do agronegócio canavieiro, com forte atuação na defesa dos interesses do setor, de forma ampla”, considerou Luís Henrique.
Ele também ressaltou que a Fenasucro & Agrocana é a maior feira do mundo voltada exclusivamente para a cadeia de produção bioenergética, acontecendo anualmente em Sertãozinho (SP), reunindo centenas de marcas, especialistas e profissionais dos setores de etanol, açúcar, bioeletrificação e manejo da cana-de-açúcar
“E para mim, enquanto presidente da Canasol/Credicentro e diretor da FEPLANA, sentimos a importância do evento – agregado à inovação e tecnol.ogia, com exposição de máquinas, equipamentos, softwares e processos industriais e agrícolas”, comentou.
Representando a mais poderosa área da economia nacional, o agronegócio, o dirigente destacou num acontecimento como esse – que a conexão entre usinas, fornecedores, prestadores de serviço e investidores de dezenas de países, favorece em muito o setor canavieiro.













