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‘Mês Elza Soares’ terá roda de conversa com a ativista Preta Ferreira

Encontro marcado para 9 de março integra a programação em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

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A baiana Janice Ferreira da Silva, mais conhecida como Preta Ferreira, é uma defensora dos direitos humanos, ativista por moradia, multi-artista e escritora. Foi presa em 2019, por mais de 100 dias, por ser atuante no Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e na Frente de Luta por Moradia (FLM) da cidade de São Paulo.

Na próxima quarta-feira, 9 de março, às 19h, o Centro de Referência Afro “Mestre Jorge” receberá a roda de conversa com a ativista Preta Ferreira. O encontro integra a programação do Mês “Elza Soares”, que presta homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

A agenda conta com diversas atividades culturais, rodas de conversa, oficina de capacitação, corrida de rua, entre outras atrações que serão oferecidas entre os dias 8 e 31 pela Prefeitura de Araraquara, através da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Participação Popular e pelo Centro de Referência da Mulher.

A baiana Janice Ferreira da Silva, mais conhecida como Preta Ferreira, é uma defensora dos direitos humanos, ativista por moradia, multi-artista e escritora. Foi presa em 2019, por mais de 100 dias, por ser atuante no Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e na Frente de Luta por Moradia (FLM) da cidade de São Paulo.

Tornou-se um símbolo da criminalização dos movimentos sociais e defensores dos direitos humanos no Brasil e recebeu o Prêmio Dandara da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 2019. Formou-se em publicidade e fez carreira como cantora e produtora de elenco, além de atuar como compositora e atriz. É autora do livro “Minha carne: Diário de uma prisão”, publicado em 2021 pela Editora Boitempo.

A coordenadora de Políticas Étnico-Raciais de Araraquara, Alessandra Laurindo, destaca a participação da convidada. “A roda de conversa com Preta Ferreira simboliza muito o tema proposto para o Mês da Mulher em alusão à Elza Soares, pois teremos falas potentes de uma mulher preta, empoderada, que sofreu as agruras do racismo e vêm dando exemplo de como superá-lo no dia a dia.

A roda de conversa dialogará sobre direitos, desigualdades, racismo, os dias que ela ficou presa injustamente e também sobre seu livro ‘Minha carne: Diário de uma prisão’. A atividade é um convite aberto à reflexão para que todos possam compartilhar desse momento incrível e oportuno possibilitado pela rica programação de março”, aponta.

O Centro de Referência Afro “Mestre Jorge” fica na Av. Mauá, 377, Centro de Araraquara. Por conta da pandemia da Covid-19, o evento seguirá os protocolos de prevenção e contará com transmissão ao vivo pelo Facebook da Prefeitura de Araraquara.