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Primavera dos Museus promove encontros remotos e presenciais para abordar o patrimônio cultural de Araraquara

Programação começa com encontros virtuais nos dias 20 e 21 de setembro; depois, no dia 26, três roteiros distintos acontecem de forma presencial em três museus da cidade

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Museu fica fechado de 21 a 24 de maio. (Foto: Divulgação)

A 15ª Primavera dos Museus será realizada em Araraquara nos próximos dias 20, 21 e 26 de setembro, com o intuito de incentivar as pessoas a visitarem esses espaços e conhecerem mais sobre a história de Araraquara e seu patrimônio cultural. Realizado pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus, a programação na cidade tem o apoio da Coordenadoria de Acervos e Patrimônio Histórico, ligada a Secretaria Municipal da Cultura. O tema dessa edição é “Museus: perdas e recomeços”.

As atividades serão realizadas de forma presencial e também remotamente em três museus da cidade: Voluntários da Pátria, na Praça Pedro de Toledo; Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo, na antiga estação ferroviária; e no MAPA – Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara, localizado na Rua 5.

A programação apresenta: encontros virtuais, roteiros culturais, feira de artesanato com coletivo Ê.Mana Artes, quitutes, feira do sebo com vinil do Sam Records, troca de livros com equipe da Biblioteca Municipal, ferromodelismo.

Dois encontros virtuais marcam o início da programação, com exibição pelo canal da Prefeitura de Araraquara no YouTube, nos dias 20 e 21. A abertura será com o encontro “Morada dos Museus: Perdas e Recomeços”, com a participação do prefeito Edinho Silva e da secretária municipal da Cultura, Teresa Telarolli, e mediação do coordenador de Acervos e Patrimônio Histórico, Weber Anselmo Fonseca (dia 20, às 19hs).

O segundo encontro, no dia 21, traz a equipe dos museus municipais para apresentar o tema “Morada dos Museus: Recomeços”, também às 19 horas. Participam: Breno Conde, Cesar Agustoni, Gustavo Ferreira, Melba de Souza, Neife Mattar, Patrícia de Sá Loschiavo, Roberto Fiori, Virgina de Gobbi.

“O período de pandemia obrigou o fechamento dos museus ao público e isso, sem dúvida, nos traz perdas. Então, agora, é hora de pensar no recomeço, quais atividades podem reconectar museu e público. Nossa programação está voltada a refletir junto a gestores e servidores. E ao mesmo tempo propor atividades ao ar livre para acolher o público nesta retomada. Ou  recomeço”, comenta Weber.

ATIVIDADES PRESENCIAIS

 No dia 26 serão realizados 3 roteiros distintos, a partir das 10 horas, em 3 museus da cidade. As atividades buscam fomentar um diálogo sobre os caminhos da museologia a partir da reabertura de atividades culturais após o período mais crítico da pandemia de COVID-19. Serão promovidas: atividades educativas por meio de mediação cultural, visitas aos museus da cidade, a ocupação do espaço público em ambiente aberto e o fomento da economia solidária. A programação, nos 3 espaços, será realizada das 10 às 15 horas.

“Os roteiros presenciais estão intimamente ligados com nossa proposta de difundir o patrimônio para além do material, das edificações. Já lançamos o ‘Inventário Participativo’ e, com estes roteiros e mesmo o curso no Museu Ferroviário, vamos estreitar a percepção e vivência do patrimônio intangível”, propõe o coordenador de Acervos e Patrimônio Histórico.

O roteiro “Mestre Jorge e Mestre Dito, o Artesão como Patrimônio Cultural” será realizado no Museu Histórico Voluntários da Pátria, onde haverá: mediação cultural e educativa sobre os dois mestres artesãos, Feira de Artesanato com coletivo Ê.Mana Artes e quitutes com Márcia Gibran.

Já o roteiro “O Tempo na Estação” se dará no Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo, com: mediação cultural e educativa sobre o relógio centenário, feira do sebo com vinil do Sam Records, troca de livros com equipe da Biblioteca Municipal, quitutes e ferromodelismo.

Por fim, o roteiro “No Passo das Pegadas” acontece no MAPA – Museu de Arqueologia e paleontologia de Araraquara, com a mediação cultural e educativa sobre as pegadas no calçamento do Bulevar dos Oitis, com as convidadas da Fundação Araporã: Natália Checchi e Débora Simões. A atividade sairá do MAPA às 10 horas.

MARCHETERIA

Um “aquecimento” da primavera nos Museus teve início nesta terça-feira: o curso de Marcheteria, realizado no Museu Ferroviário. “Com este curso a gente pretende iniciar um programa formativo sobre Artesanato como Patrimônio e identidade cultural”, explica Weber.

“É fundamental reconhecer mestras e mestres artesãos e inserir em no mapa que estamos inventariando. Os saberes devem ser reconhecidos e preservados da mesma forma que fazemos com edificações históricas.”

O curso de marcheteria, com o instrutor Joilson Bedin de Vargem Grande do Sul, segue até esse final de semana. “Na marchetaria é tudo na base do reaproveitamento, na colagem de madeiras. Quanto mais diversidade de madeira mais bonito fica o objeto. Cores, textura, tamanhos. Ai está a beleza”, comenta Joilson.

O curso faz parte do projeto “Artesanato do Patrimônio AQA” que tem como objetivo formar artesãos por meio de técnicas e conceitos que abordem o artesanato como identidade cultural, bem como patrimônio cultural, com programação gratuita. O projeto visa oferecer formação em cursos livres e rápidos sobre técnicas de artesanato que priorizem o uso de materiais recicláveis, de baixo custo e matéria prima acessível e, por vezes, caraterística da região, como por exemplo: o bagaço da cana, a palha de milho e a cabaça.

O curso é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura /Fundart, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Sindicato Rural de Araraquara. “A parceria com o Sebrae, Senar e Sindicato Rural é a chave para a realização desse curso. Oferecemos a estrutura, enquanto os instrutores, material e até mesmo o almoço é oferecido pelas instituições parceiras”, aponta o coordenador.

Toda a programação é gratuita.