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Denúncia de injúria racial em loja de Araraquara começa a ser investigada pela Polícia Civil

Denúncia de racismo e injúria racial feita por uma funcionária de 25 anos contra colegas de trabalho em uma loja na Rua Nove de Julho, no centro da cidade já foi registrada e vítima relatou ter sido alvo de comentários ofensivos e racistas.

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Funcionários acusados devem responder pelo crime de injúria racial

A Polícia Civil de Araraquara está investigando ocorrência de injúria racial que teria acontecido no interior de uma loja em Araraquara na quarta-feira (27). O fato foi registrado na Delegacia Central de Polícia na Avenida Sete de Setembro, onde o caso segue sob investigação.

A trabalhadora alega que estaria sendo vítima de injúria racial com insinuações preconceituosas cometidas por colegas de trabalho em um estabelecimento comercial onde desenvolve suas atividades desde o começo do ano.

Questionada sob que tipo de comentários estaria sendo feito ela alegou que – uma outra colega de trabalho teria dito que “ela serviria para ser advogada” e que outro funcionário completou – “só se fosse para ser advogada dos macacos”.

Em meio a um ambiente hostil uma outra amiga, também funcionária, teria sido alvo de insinuações semelhantes, expressões racistas e frases depreciativas relacionadas à sua cor da pele, ocasionando constrangimento, humilhação e abalo psicológico à funcionária.

De acordo com o boletim o caso de ofensas racistas e preconceituosas estão contidas na Lei 7.716/89, que envolve crimes de preconceito de raça ou cor. Ofender a honra de alguém com base em elementos de raça, cor, etnia ou origem é equiparada ao crime de racismo. No Brasil, essa conduta é inafiançável e imprescritível, com penas de reclusão que podem chegar de 2 a 5 anos, além de multa.