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Importunação sexual em sala de aula leva professor e ex-prefeito de Motuca a ser demitido a bem do serviço público

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em Araraquara começa a ouvir testemunhas após denúncia de que o professor estaria promovendo assédio sexual contra jovens de 12 e 13 anos em sala de aula.

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Professor de matemática João Ricardo Fascinelli, que também é ex-prefeito da cidade de Motuca (Foto: Redes Sociais)

A administração municipal de Motuca dispensou o professor de matemática e também ex-prefeito João Ricardo Fascinelli, 50 anos de idade, ao final de um procedimento administrativo que apurava acusações de assédio sexual e conduta imprópria em ambiente escolar.

De acordo com a apuração, o ex-docente supostamente visualizava conteúdos pornográficos em seu telefone durante as aulas, mesmo na presença de alunos. O inquérito também compila depoimentos sobre alegações de assédio sexual contra jovens de 12 e 13 anos, incluindo olhares considerados inapropriados e episódios de constrangimento com estudantes do 7º ano da escola pública.

Na edição do Diário Oficial dessa quarta-feira (6), a Prefeitura menciona transgressões ligadas à importunação sexual, bem como faltas funcionais como negligência, conduta inadequada e prevaricação.

João Ricardo Fascinelli exerceu o cargo de prefeito de Motuca de 2016 a 2024. Este assunto está sob investigação pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) localizada em Araraquara.

O QUE DIZ A DISPENSA DO PROFESSOR

O RCIA teve acesso ao documento que dispensa o professor de matemática

Para determinar a dispensa do ex-prefeito e professor de Motuca das atividades escolares, a Prefeitura Municipal fez um histórico do ocorrido, fundamentando sua decisão nos relatos dos próprios alunos.

O documento afirma que o – servidor praticou conduta de cunho sexual impróprio e importunação visual, direcionando olhares lascivos e inadequados para a intimidade de alunas menores, associado à exibição de sinais de excitação física sob as vestes, relatada por aluno, resultando em severo desconforto, medo e abalo psicológico no ambiente escolar, a ponto de obrigar os alunos a criarem códigos de proteção.

O relatório cita ainda que –houve o uso indevido de equipamento e consumo de conteúdo impróprio, através do uso frequente de dois aparelhos celulares durante o horário de expediente para navegação em redes sociais e visualização de vídeos de conteúdo pornográfico no interior da sala de aula, na presença de menores de idade.

O caso, segundo a Prefeitura Municipal de Motuca será encaminhado ao Ministério Público.