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Araraquara se despede do empresário Antônio Carlos Tavares, da Marabú

Já afastado das atividades comerciais, Tavares viveu com intensidade o período da transformação econômica de Araraquara a partir dos anos 70. Sua vida empresarial se resumia no centro antigo da cidade, atuando na região da Santa Cruz. Internado no fim de semana vítima de um AVC, ele faleceu nesta terça-feira.

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Tavares, envolvimento forte com a cidade emergente nos anos 70/80

Araraquara perdeu nesta terça-feira (18) uma das suas personalidades comerciais: o empresário Antônio Carlos Tavares, que faleceu aos 73 anos, após uma convivência plena com o chamado centro antigo da cidade. Ele nasceu em 08 de setembro de 1949.

“Tavares” como era identificado viveu na verdade o período emergente da nossa cidade, sendo proprietário de algumas lojas com extraordinária representatividade na histórica fase de desenvolvimento econômico do munícipio a partir dos anos 70. As pessoas guardavam com carinho as lembranças de uma das lojas, a Marabú.

Conceituado pelo arrojo comercial e participante ativo dos movimentos o empresário teve seu nome permanentemente ligado a esse processo de transformação. “Tavares era ousado, estava antenado com o crescimento da cidade e acompanhava as tendências comerciais”, disse o amigo Domingos Carnesseca Neto.

Marabu, uma das suas lojas no centro comercial da cidade

Foram essas rápidas tendências e as constantes mudanças comportamentais que praticamente levaram Tavares a ir seguindo por outros caminhos. Uma das suas últimas missões, contada por ele próprio, era de atuar no ramo de imóveis. “Eu vejo a minha cidade crescer; e curioso, é que ela se desenvolve de maneira uniforme em todas suas regiões”, comentou o empresário em uma conversa de amigos.

Presença marcante nos acontecimentos sociais da cidade, Tavares em uma das etapas da sua vida comercial disse que adorava esse envolvimento com o público consumidor. Ele queria se referir ao faz de tudo em uma loja, onde aprendeu desde muito a negociar: “Eu tenho o dom do comércio, onde compro e quando eu vendo”.

Era assim que ele se definia quando participava de um papo de comércio e com pessoas da sua época – Jamil Issa Tamer e o irmão Paulo Tamer, os irmãos Roberto e Reinaldo Tóvoli, o Miguel Mansur (Staroup) e com tantos outros que tiveram uma participação ativa no desenvolvimento econômico da cidade.