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Araraquarenses são vencedores de festival internacional de animação

Animação de Lucas Tanuri e música de Zé Henrique Martiniano concorreram com mais de 400 filmes de centenas de países. Foi o vídeo mais acessado do festival

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Lucas Abi Rached Tannuri e Zé Henrique Martiniano, em visita à redação do Portal RCIA

O festival BANG Awards 2020, que ocorreu em Torres Vedras – Portugal, premiou com a primeira colocação o filme “A Lápide”, com animação de Lucas Tannuri e música de Zé Henrique Martiniano, sobre texto de Allan Kardec.

Esta é a 5ª edição do festival internacional de animação que contou com a participação de artistas de vários continentes e países como Espanha, Chile, Portugal, França, Itália, Brasil, Holanda, China, Rússia, Alemanha, Estados Unidos, Argentina, Irã, Japão, Israel, entre outros.

Mais de 400 filmes de grande diversidade, qualidade e criatividade, participaram da competição. A premiação aconteceu por meio de votação na internet e o resultado não poderia ser diferente, A Lápide foi a primeira colocada com 1.050 votos e milhares de visualizações.

Cada movimento um novo desenho, Lucas trabalhou na animação por cerca de 3 meses

Lucas Abi Rached Tannuri, 39 anos, que também é autor do livro “O Grande Desafio das Pequenas Coisas”, embasado por uma estética humanizada e uma preocupação com a linguagem utilizada, dedica-se à fotografia, ao design, aos trabalhos audiovisuais e à ilustração.

Seus projetos recebem influência direta de suas paixões: música, natureza e ser humano. Analogamente, a busca por histórias, expressões e movimentos são constantes. As ideias vêm do olhar intuitivo e, primordialmente, da técnica. A paixão pelo que faz traz a criatividade e a inspiração, acima de tudo.

Tannuri  relata que já havia realizado a animação para uma música do CD de Zé Henrique e viu na internet que haveria um festival de animação em Torres Vedras, avisou Zé Henrique e fez a inscrição de sua animação. (Confira a animação vencedora)

De acordo com Tannuri, é um festival que além de ser internacional é específico de animação, e de todas técnicas que envolve o trabalho desde animação 2D, stop motion, 3D. “Enviei o vídeo e divulgamos, tivemos uma visibilidade muito grande, dentro de um canal que era especifico de animação. Ao final recebi um e-mail notificando que havíamos ficado em primeiro lugar e convidando para que recebêssemos o prêmio de U€ 500 lá em Portugal, no dia 3 de outubro, mas devido à pandemia ficou inviável”, diz o artista.

Vale ressaltar que a animação premiada é a terceira feita pelo araraquarense, que de agora em diante se anima a percorrer este caminho, pois também teve uma outra animação premiada pelo Itaú Cultural.

 Zé Henrique Martiniano é engenheiro, músico, compositor e produtor musical. Estudou violão clássico, com Francisco Brasilino, música brasileira com Zé da Conceição e jazz com Renato de Oliveira Jr (ECA/USP) e Douglas da Silveira (Conservatório de Estadual de Tatuí), além de vários estudos on line, sendo predominantemente autodidata.

Como compositor, assina a autoria de mais de cem músicas, algumas gravadas por Leila Pinheiro, Quarteto em Cy, Adriana Gennari, Filó Machado, Roberto Menescal, Proveta, Léo Gandelman, Paulo Martelli, entre outros.

Lançou 9 CDs, em sua maioria, com composições próprias. Recebeu importantes premiações em festivais de música pelo pais. Fundou a banda Mecânica dos Solos com quem fez vários shows e gravou 5 CDs e um DVD ao vivo com a participação de Roberto Menescal.

Zé conta que conheceu Lucas quando trabalharam juntos na produção de seu CD Mecânica dos Solos + Roberto Menescal, e depois disso, Lucas fez a animação para *a música * A Lápide. A parceria rendeu frutos, e Lucas já trabalha na arte de um futuro CD, que será lançado.

Para os artistas o primeiro lugar em um festival grande e internacional, significa que tiveram um retorno do trabalho realizado, atingindo assim o objetivo.

A música com a animação de Lucas é do CD “Mensagens dos Poetas Mortos, que Zé Henrique lançou em 2019.  A interprete é Jô de Souza, também araraquarense, que  reside * em São Paulo. *Tivemos também o Coral Coro e Osso, da cidade de Matão, regido pelo maestro Luiz Piquera, responsável também pelo arranjo coral, as cordas ficaram por conta de Ronaldo Oliveira e o arranjo de base e produção geral são de Zé Henrique.