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Câmara entrega Diploma de Honra ao Mérito ao Sindicato dos Bancários de Araraquara

Durante a Sessão Solene houve uma homenagem póstuma para Sebastião Geraldo Cardozo. Tião, como era conhecido, faleceu em 2017 e foi um dos fundadores do Sindicato de Araraquara

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Momento importante na vida do sindicato

Conhecido pela atuação na luta sindical e no processo de redemocratização do país, o Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região recebeu no Plenário da Câmara o Diploma de Honra ao Mérito, em solenidade realizada na noite de quinta-feira (16). A homenagem foi uma iniciativa do vereador Alcindo Sabino (PT), em reconhecimento ao trabalho realizado pela entidade desde o início da década de 1980.

“A história do sindicato se cruza com a de Araraquara, e esse é um gesto simbólico, uma homenagem simples, mas é uma forma de reconhecer uma história escrita por todos nós. A gente deve muito ao Sindicato dos Bancários”, destacou o parlamentar.

O evento contou com a participação de Paulo Roberto Redondo, atual presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região; Edinaldo Ferreira, diretor e coordenador da subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Carlos; Gilberto Paulilo, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região; e Eliana Honain, secretária Municipal da Saúde, que representou o Executivo. Também esteve presente a vereadora Fabi Virgílio (PT); Donizete Simioni, secretário Municipal de Governo; representantes de entidades sindicais e convidados.

A história do movimento em Araraquara surgiu com um grupo de servidores do Banco do Brasil que, somados aos integrantes de outros segmentos, iniciaram as primeiras discussões sobre uma nova abordagem sindical e a necessidade de redemocratização política. As reuniões aconteciam nos porões da Igreja Nossa Senhora do Carmo e, com o passar do tempo, passaram a ser frequentadas por funcionários de outros bancos públicos estaduais e federais, que tiveram participação ativa nos debates que deram origem à CUT.

Membro da comunidade de jovens da paróquia naquele período, Eliana reviveu algumas lembranças de quando esses encontros eram realizados na paróquia e tinham o apoio do padre, que, na opinião dela, tinha um perfil revolucionário para a época. “Eu me lembro até hoje, a gente entrava por aquela portinha lateral da Igreja do Carmo, descia as escadas e ali tínhamos inúmeras reuniões, tanto da juventude, quanto do Sindicato dos Bancários”, relatou.

“Este reconhecimento nos fortalece e nos motiva ainda mais, para nos reinventarmos e seguirmos acompanhando com dinamismo as transformações, sem nunca esmorecer no compromisso pela construção de um futuro melhor para a nossa categoria e toda a classe trabalhadora”, agradeceu o presidente em seu discurso.

Durante a Sessão Solene, que teve transmissão ao vivo pela TV Câmara, YouTube e Facebook, ainda houve uma homenagem póstuma para Sebastião Geraldo Cardozo. Tião, como era conhecido, faleceu em 2017 e foi um dos fundadores do Sindicato de Araraquara e Região, diretor da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo e secretário-geral e vice-presidente da CUT/SP.

A história do Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região

No início da década de 1980, período marcado pelo final da Ditadura (1964-1984), alguns servidores do Banco do Brasil de Araraquara uniram-se a outros grupos organizados da igreja e da sociedade. A partir daí, foram iniciadas as primeiras discussões de uma nova linha de prática sindical e também de redemocratização da política no país, que na época ainda vivia sob um regime militar autoritário.

Nos anos seguintes, o movimento foi crescendo na cidade e ganhou a participação de bancários de outras instituições públicas estaduais e federais, tais como Banespa, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa e, em outubro de 1985, houve a fundação da Associação dos Bancários. Pouco mais de um ano depois, a associação tornou-se reconhecida como Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Araraquara.