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Câncer Infantil e a importância do diagnóstico precoce, segundo oncologista do Hapvida

Oncologista do Sistema Hapvida destaca o Setembro Dourado, mês de conscientização sobre a doença.

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Setembro Dourado é o mês de conscientização sobre o câncer infantil (Foto: Freepik)

Mudança abrupta de comportamento, fraqueza muscular, manchas roxas pelo corpo, febre persistente, dor de cabeça crônica, estrabismo, sangue na urina e fezes, perda de peso e mudanças de marcha durante a infância podem ser sintomas de câncer.

Por isso, pais, responsáveis e educadores precisam estar atentos aos sinais e, se necessário, procurar ajuda especializada pois o diagnóstico precoce eleva consideravelmente as chances de cura.

André Viu Matheus, oncologista pediatra e hematologista do Sistema Hapvida e responsável técnico pelo Centro Avançado em Oncologia (Caon), orienta que a atenção deve ser diária. “Na hora do banho é importante apalpar a barriga, testículos e pescoço, além de acompanhar o crescimento para detectar alterações de forma precoce”, afirma.

A cada ano, no mundo, o câncer infantil se mantém como a principal causa de morte em menores de 14 anos, chegando a acometer 280 mil crianças e adolescentes, segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Nessa faixa etária, os tumores mais frequentes detectados são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

DIAGNÓSTICO PRECOCE

E o diagnóstico precoce é essencial para elevar as chances de cura, como explica o oncologista. “Hoje, as formas de diagnósticos da doença melhoram com o avanço da tecnologia. E os Pet CTs, cintilografias e exames genéticos avançados desenvolvidos pela indústria farmacêutica permitem encontrar anticorpos específicos que, de forma alvo, conseguem sumir com a doença”, diz Matheus.

E acrescenta: “Os transplantes de medula permitem usar como doadores os pais, não tendo mais como dependência os doadores idênticos, além da quimio com drogas cada vez mais específicas e com menos efeitos colaterais. E também o Car T-Cell, em que linfócitos do próprio paciente são habilitados a caçar de forma específica as células malignas.”

Por fim, o responsável técnico pelo Caon lembra que nesse momento delicado o acolhimento é fundamental. “Todo avanço científico não é nada se esquecermos do que esses pacientes e seus familiares precisam nessa hora: amor, acolhimento e carinho, aliados a um tratamento específico. Isso porque, quando uma criança está com câncer, toda a família adoece junto”, conclui ele.