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Cirurgia orbitária inédita será realizada no Hospital São Paulo – Unimed de Araraquara

Procedimento sem publicação acadêmica será realizado pela primeira vez pela equipe coordenada pelo doutor em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial, Eduardo Hochuli Vieira

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A cirurgia irá recompor as quatro paredes orbitárias com placas de titânio customizadas para esta paciente

Um caso raro exige, por vezes, tratamento que demanda alta tecnologia e uma equipe de especialistas reconhecidamente referendada e são esses dois importantes pontos que irão se encontrar no dia 11 de setembro, no Centro Cirúrgico do Hospital São Paulo – Unimed de Araraquara, quando a equipe do professor doutor Eduardo Hochuli Vieira irá realizar a cirurgia de reconstituição das paredes orbitárias direita da paciente S.A.M.

Segundo Hochuli, procedimentos de reconstituição de partes da face e do globo ocular de pacientes que sofrem traumas em acidentes, por exemplo, são cirurgias realizadas com frequência pela sua equipe. “No entanto, a cirurgia que faremos neste caso não há registros em trabalhos acadêmicos porque será feita a reconstituição das quatro paredes orbitárias do globo ocular da paciente, com intuito de projetar o globo ocular”, afirma.

Essa reconstituição foi necessária porque, como explica o especialista, o olho é uma bola rodeado por músculos, nervos e gordura. “É como se tivéssemos um copo de água com uma bolinha de ping pong ocupando 1/3 da cavidade orbitária , que é o olho. No caso especifico desta paciente, ela perdeu a gordura da cavidade ocular, ou seja, parte da água e o olho, sem sustentação, foi para dentro, causando a enoftalmia”, conta.

A cirurgia irá exatamente recompor as quatro paredes orbitárias com placas de titânio customizadas para esta paciente. “Essas placas foram devidamente calculadas para esta paciente. Não podem ser usadas para outra pessoa e são resultado de um planejamento que iniciou em fevereiro deste ano com a participação de engenheiros que fizeram inúmeros cálculos do volume orbitário da paciente para assim desenvolverem as placas (próteses)”.

No processo foram confeccionados modelos tridimensionais da cavidade orbitária em resina para a realização de ajustes fundamentais para que durante a cirurgia as placas de titânio sejam perfeitamente compatíveis e adaptadas de forma segura nas paredes orbitárias existentes na paciente.

PACIENTE

O problema com o olho direito de S.A.M. começou há cerca de seis anos quando, ao fazer um tratamento para queda de cabelos com corticoides, teve como efeito colateral a reabsorção gradativa da gordura da região temporal e cavidade orbitária direita. Hochuli conta que esse tipo de efeito colateral não é comum mas é possível. “Neste caso resultou em dois problemas. O estético e a visão dupla, conhecida como diplopia”.

O procedimento que será realizado no Hospital São Paulo é de alto custo, envolve tecnologia de realidade virtual para planejamento e a Unimed de Araraquara autorizou a realização de todo o processo.