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Eliana Honain lidera pesquisa para prefeito 2024. Mas há empate técnico com Lapena.

O jornalista José Maria Viana que escreve sua coluna nos fins de semana para o RCIA teve acesso à pesquisa sobre os prováveis próximos candidatos a prefeito em Araraquara. O trabalho foi feito pela Pactual, empresa que faz pesquisas para o PT de Araraquara. Eliana Honain e Doutor Lapena estão empatados tecnicamente. Veja os números.

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Eliana Honain e Cláudio Lapena, ambos da área da Saúde

ELEIÇÃO MUNICIPAL
Caiu em nossas mãos não sei se por acaso ou de propósito, os resultados de pesquisa realizada pelo instituto Factual, de São Carlos, que realiza pesquisas para o PT local. O resultado aponta empate, na ponta, puxado por Eliana Honain (PT), com 16% das intenções de voto, seguida de perto por Cláudio Lapena (Pat) que ostenta 15% dos sufrágios e também empata com Edna Martins (PSDB) que tem 12% das preferências. Rafael De Angeli tem 4% e Rubens Tosito, 1%.

EDINHO, APROVAÇÃO DE 41%
A pesquisa aponta também 15% de brancos e nulos e 37% de indecisos. Mas o cenário tem apenas cinco candidatos e exclui Pedro Tedde do disco. Pergunta-se por quê na pesquisa feita pelo Zé, namorado da Edna, ela aparece em primeiro e nesta do PT é a Eliana que está na frente? Primeira dúvida! O Governo do prefeito Edinho Silva é aprovado por 41% dos eleitores, com o muro do regular em 33% e reprovação de 23%. Esses números são consenso.

POTENCIAL DE VOTOS
Na questão do potencial de crescimento – dado que baliza as pesquisas nos EUA – Eliana poderia crescer sobre 22%, Lapena sobre 23% e Edna sobre 25%, mas percebi uma incoerência entre as intenções de voto individuais (Eliana 13%, Lapena 11% e Edna 7%), todas abaixo das intenções normais. Isso não pode ocorrer! As intenções individuais têm que ser, no mínimo, iguais às normais e, geralmente, são superiores. E o potencial de crescimento, o que se busca da simpatia, é o que está dado e tenta-se alcançar, não a soma com as intenções normais.

TRANSFERÊNCIA DE VOTOS
Segundo ainda a Pesquisa-Factual, o apoio do prefeito Edinho Silva, supera o do presidente Lula e é mais que o dobro de Jair Bolsonaro. Em tese, Edinho transferiria cerca de 48% de votos a um candidato que apoiasse – Ele teve 46% em 2020 – Lula conseguiria transferir apoio de 45% e Jair Bolsonaro apenas 21%. Em compensação, 43% não votariam no candidato do Edinho, 43% no candidato apoiado por Lula e 70% não votariam no candidato de Bolsonaro.

BOLSONARO INELEGÍVEL
Finalmente, por sete votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria e condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a oito anos de inelegibilidade. Com os direitos políticos cassados, Bolsonaro estaria fora da eleição de 2026 e poderia ser candidato apenas na eleição de 2030, aos 75 anos se ainda estiver vivo politicamente até lá e os outros 600 processos contra ele, não derem em nada, pelo tanto de crimes que cometeu no Governo.

VOTOS DA CONDENAÇÃO
Os votos pela condenação – vingança de todos os democratas do país, neste momento, – foram dos ministros: relator Benedito Gonçalves, seguido por Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Carmen Lúcia e pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Votaram pela absolvição, os ministros Raul Araújo e o indicado de Bolsonaro ao STF, Kássio Nunes Marques, que em todos os processos sobre os atos golpistas tem se alinhado ao ex-presidente.

A CONTESTAÇÃO
Seus companheiros de partido que apostavam até o último minuto na absolvição, não jogaram a toalha. Prometem uma enxurrada de recursos, a começar pela tentativa de reverter o veredicto contestando o uso da “Minuta do Golpe”, encontrada com o ex-ministro Anderson Torres, juntada ao processo, que na opinião deles seria ilegal. A minuta não deixa de ser mais um penduricalho que dá margem à contestação. Outros recursos chegariam até ao STF.

‘CALIGRAFIA DE BOLSONARO’
Um dia antes do julgamento, em jantar com um advogado, Alexandre de Moraes disse que a sentença pela inelegibilidade estava “escrita com a caligrafia do próprio Bolsonaro” que, sozinho escolheu esse caminho. A historiadora Lilia Schwarcz disse em entrevista: “o ex-presidente atacou sistematicamente a democracia por quatro anos, elogiou a ditadura e lutou por ela até o fim com o veneno da mentira e fake News. A condenação é simbólica por isso”.

PRESIDENCIÁVEIS DA DIREITA
Para o vice-presidente do PL, deputado capitão Augusto, em entrevista ao Uol News, a condenação de Jair Bolsonaro a inelegibilidade, “vai fortalecer o ex-presidente” em vez de “enfraquecê-lo, porque agora, o líder da direita vai se tornar o maior cabo eleitoral da história deste país e se cacifar para eleger o próximo presidente” e citou os nomes dos governadores Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Jr., Michele Bolsonaro e da senadora Tereza Cristina.

PROCESSOS DE BOLSONARO
Segundo levantamento do jornalista e escritor Ruy Castro, Jair Bolsonaro, foi alvo de 158 pedidos de impeachment – 66 sob Rodrigo Maia, na presidência da Câmara e 92 sob Arthur Lira, todos arquivados -; a CPI da Covid o acusou de crimes contra a administração, a paz e à saúde públicas e Augusto Aras o engavetou. São 600 processos. “Perderá em todos, mas continuará a dar despesas e ocupar o tempo que o país gasta para consertar os seus estragos”.

PL: ‘1.500 PREFEITOS?’
E por conta desse sonhado fortalecimento de Jair Bolsonaro e da coesão da tal direita, menos, é claro, dos presos e investigados no 8 de janeiro, o PL projeta um crescimento de 400% no número de prefeitos que pretende eleger na eleição de 2024, quintuplicando seu número de 300 prefeitos hoje. Se tomarmos por base a eleição de 2020, os cálculos do PL não passam de desejo delirante. Bolsonaro apoioU 13 prefeitos e só elegeu dois. Agora vai eleger 1.500?

PT TAMBÉM SE MEXE
No mesmo sentido o PT se mexe. Formou o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) para trabalhar o pleito municipal, pensando na reeleição de Lula em 2026. Segundo Jilmar Tatto, “O projeto de 2024 deve preparar o de 2026”. Mas o partido dará mais atenção às cidades com mais de 100 mil habitantes que têm emissoras e, portanto, propaganda de TV. Por enquanto controla 183 prefeituras no país. O GTE com oito participantes é coordenado pelo senador Humberto Costa.

ADUBANDO A DIREITA
O presidente Lula, segundo analistas, continua “adubando o terreno da direita” na sua sanha em dar apoio à ditadura de Nicolás Maduro, da Venezuela, sem uma crítica sequer ao contrário. Em uma entrevista para uma rádio no Sul, relativizou a democracia “e deu um tapa na cara dos eleitores de centro que votaram nele contra Bolsonaro”. Em São Paulo disse que a esquerda tem que olhar para seus erros, mas não se desculpa do “Mensalão” e do “Petrolão”!