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Empresários discutem situação econômica; luta é pela preservação de empregos

Grupo se reúne com vereadores do G7 e cobra respostas da Prefeitura sobre lockdown

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Empresários enfrentam grave crise econômica no lockdown

Dezenas de representantes de empresários dos setores de comércio, indústria e serviços fizeram uma reunião virtual com vereadores do G7, que fazem oposição ao Executivo, na tarde desta quarta-feira, para discutir a situação econômica durante o lockdown. 

Eles fizeram uma série de questionamentos que serão encaminhados à Prefeitura, dentro da proposta de trazer mais clareza ao debate sobre a Covid-19 no município. Entre os questionamentos, os empresários querem saber: Qual a eficácia esperada pela Secretaria de Saúde para este lockdown? Esses 15 dias serão suficientes? Se não for, serão mais 15 dias? Haverá alguma contrapartida dos governos municipais, estaduais e federais, como a isenção de impostos, linha de crédito, etc., para ajudar as micro, pequenas e médias empresas? 

“Precisamos saber de forma clara, quais as medidas que estão sendo tomadas no combate à Covid-19 e qual a diferença dessas medidas com os procedimentos da semana passada por exemplo, que já estava em fase vermelha”, questionam membros do grupo.

Eles afirmam que as empresas têm um grande prejuízo diário fechadas, por isso as informações sobre o andamento do combate a Covid são de suma importância para que eles possam se planejar. “Nesse sentido, precisamos de informações diárias reais sobre a pandemia, infraestrutura da Prefeitura e tudo o que envolve esse lockdown. Queremos uma pessoa nossa em contato direto com a Secretaria de Saúde e acesso aos números”, solicita o grupo.

PRESERVAÇÃO DE EMPREGOS

Antonio Deliza Neto, presidente do Sincomércio, disse que a maior intenção da categoria é a preservação dos empregos. “Não queremos demissão, queremos manter os empregos. O emprego com carteira assinada é o que sustenta o comércio em geral na nossa cidade, 64% da força de trabalho registrada está nos setores de comércio e serviço. A intenção é preservar o trabalhador, mas como fazê-lo diante do lockdown?”, analisou Deliza.

Uma reunião está marcada para segunda-feira entre os empresários e o sindicato dos empregados para debater propostas com o objetivo de minimizar o impacto da pandemia na economia, para manter os empregos e flexibilizar o caixa das empresas para que elas possam suportar o lockdown.

GRUPO DE EMPRESÁRIOS

O grupo de empresários, que reúne cerca de 600 pessoas jurídicas em grupos de WhatsApp e Telegram, está organizando um formulário com o objetivo fazer uma estimativa da crise econômica causada pela pandemia, mais especificamente na fase de lockdown.

Entre os dados que farão parte do levantamento, os empresários do comércio, indústria e serviços deverão responder quantos funcionários terão que ser dispensados se o lockdown durar 15, 30 ou 45 dias. “Esses dados serão usados para estimarmos o tamanho do ‘rombo’. Com os números em mãos, o mínimo que a prefeitura deve fazer é nos prestar contas do que estão fazendo para combater a Covid e o que mudou no combate da semana passada para essa”, disse um dos organizadores do grupo, que preferiu não se identificar.