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Estado de SP volta à fase vermelha na segunda, liberando escolas

Fase emergencial, iniciada em 15 de março, acaba no domingo (11). Mudança permite atividades presenciais nas escolas, funcionamento de alguns serviços considerados essenciais, e a retomada de competições esportivas profissionais.

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No Estado as academias ainda continuarão fechadas

O estado de São Paulo retorna à fase vermelha da quarentena a partir da próxima segunda-feira (12). A medida permanecerá em vigor até o dia 18 de abril. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa da gestão estadual nesta sexta-feira (9).

A mudança ocorre após o estado registrar apenas uma ligeira queda na taxa de internação dos leitos de UTI, que segue em patamares altos, acima de 88%.

Na prática, a mudança permite o retorno das atividades presenciais nas escolas das redes públicas e privadas, desde que autorizadas pelas prefeituras, além da abertura de alguns serviços essenciais que estavam vetados e de competições esportivas profissionais.

VEJA O QUE MUDA PARA ENTENDER MELHOR

Escolas poderão receber alunos presencialmente desde que autorizadas pelas prefeituras; rede estadual retoma dia 14 de abril

Competições esportivas profissionais, como o Campeonato Paulista de Futebol, que poderão ser realizados a partir deste sábado (10), sem torcida

Serviços de retirada dos restaurantes e funcionamento de lojas de material de construção, embora já estivessem permitidos por meio de liminar judicial, agora passam a ser autorizados pela gestão estadual

O que permanece:

Proibição de cultos religiosos presenciais.

Recomendação de teletrabalho

Recomendação do escalonamento de horários alternados para os setores de serviços, do comércio e da indústria.

Toque de recolher das 20hs00 até as 5h

O governo aceitou os novos protocolos elaborados pelo Ministério Público Estadual e pela Federação Paulista de Futebol e liberou a retomada do Campeonato Paulista de Futebol.

O funcionamento de bares, restaurantes, academias, salões de beleza, além de celebrações religiosas presenciais, seguem vetados.

Foi mantido, ainda, o toque de restrição das 20h às 5h. O cumprimento da restrição de circulação continua a ser fiscalizado por uma força-tarefa composta por integrantes das vigilâncias sanitárias, Polícia Militar e Procon.

A gestão estadual decidiu não prorrogar novamente a fase emergencial, em vigor desde o dia 15 de março. Quando anunciada, a medida deveria permanecer até o dia 30 de março, mas foi estendida até o domingo (11).

Apesar do elevado número de casos e mortes – nesta quinta (8), São Paulo ultrapassou a marca de 80 mil mortes  e registrou na terça (6) novo recorde de óbitos em 24 horas – a gestão de João Doria (PSDB) considerou ser possível flexibilizar e permitir o funcionamento de alguns setores considerados essenciais.

“Essa medida que foi tomada na manhã desta sexta-feira através do diálogo com o centro de contingência, com a equipe do secretariado e o governador João Doria, mostra claramente que a medida tomada na fase emergencial, o esforço feito nas últimas semanas, começa a dar resultados”, disse o vice-governador Rodrigo Garcia.

ESCOLAS

Embora tenha mantido a educação como serviço essencial, e permitido o funcionamento com 35% da capacidade das escolas, a gestão estadual manteve a prioridade para o ensino remoto durante toda a fase emergencial.

Na rede estadual, o governo antecipou os recessos de abril e outubro para o período de 15 a 28 de março. Nas cidades que optaram pela antecipação de feriados municipais, as aulas voltaram de forma online no dia 5 de abril.

A partir do dia 14, entretanto, conforme anunciado nesta sexta (9), a rede estadual volta a receber alunos presencialmente.

Na capital paulista, a Prefeitura de São Paulo já havia anunciado que as escolas poderiam retomar as atividades a partir do dia 12 de abril caso a gestão estadual não prorrogasse novamente a fase emergencial.

O que pode funcionar na fase vermelha?

Escolas e universidades

Hospitais, clínicas, farmácias, dentistas e estabelecimentos de saúde animal (veterinários)

Supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres

Delivery e drive-thru para bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega

Cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção

Empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos

Serviços de segurança pública e privada

Construção civil e indústria

Meios de comunicação, empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens

Outros serviços: igrejas e estabelecimentos religiosos, lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica e bancas de jornais.

O que não pode funcionar na fase vermelha:

Academias

Igrejas e atividades religiosas

Salões de beleza

Cinemas

Teatros

Shoppings

Lojas de rua

Concessionárias

Escritórios

Parques

Clubes

Fase emergencial

Na fase emergencial, em vigor de 15 de março a 11 de abril, foram suspensas celebrações religiosas e esportivas coletivas, e uso de praias e parques.

Alguns setores e serviços, que tinham autorização para funcionar durante a fase vermelha, também foram proibidos de operar, como lojas de materiais de construção e a retirada presencial de mercadorias e alimentos nas lojas.

Para as empresas foi determinado o home office para as atividades administrativas dos setores não essenciais, e o governo recomendou o escalonamento do início do expediente para diminuir aglomerações no transporte público.

De acordo com o governo, as medidas provocaram a remoção temporária de 4 milhões de pessoas de circulação nas cidades.