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Estudantes levam protesto à Câmara para impedir programa de cortes nos valores destinados ao CUCA

Estudantes e representantes do CUCA, programa que tem o objetivo de preparar jovens estudantes de baixa renda para os cursos superiores, se mobilizaram na Câmara para contestar o corte de verbas anunciado pelo governo.

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Mobilização dos estudantes em defesa dos seus direitos

Nesta terça-feira (01) um grupo de estudantes do CUCA que desenvolve e realiza cursinhos populares em Araraquara protestou contra o corte de quase R$ 123 mil proposto pela Prefeitura Municipal. Os estudantes se mobilizaram e chegaram a usar a Tribuna Livre na sessão para criticar o programa de corte.

A coordenadora administrativa do Cuca Centro Manhã, Vitória Pereira chegou a comentar que os cursinhos populares precisam de mais investimentos e os cortes que vinham sendo anunciados ocasionariam a destruição de um trabalho de muitos anos.

O CUCA (Cursinho Unificado do Câmpus de Araraquara), foi criado em 1993 a partir da iniciativa de estudantes do Instituto de Química de Araraquara, com apoio da diretoria do Instituto de Química, desde sua criação.

De acordo com informações obtidas pelo RCIA nestes 35 anos de atividades o CUCA, muitos dos estudantes de baixa renda e sem acesso aos cursinhos particulares, ingressaram em diversas Instituições de Ensino Superior Públicas, inclusive a própria UNESP e o objetivo sempre foi de preparar jovens estudantes para os cursos superiores.

Atualmente sua atuação está presente em quatro núcleos: dois conveniados com a Prefeitura de Araraquara (140 vagas), um com a prefeitura de Boa Esperança do Sul (75 vagas) e um no Instituto de Química da UNESP (110 vagas, patrocinado pela Reitoria da Universidade).

Se de fato fosse estabelecido o corte a Prefeitura de Araraquara deixaria de contribuir para que 140 jovens de baixa renda de nossa cidade continuassem sonhando com um futuro mais promissor, disse um dos participantes do movimento.

O vereador Michel Kary, do PL, líder do governo na Câmara Municipal, para amenizar o ambiente tenso causado pela presença dos estudantes que foram defender os seus direitos e por extensão de todos aqueles que necessitam de apoio para seguirem com seus objetivos, prometeu que não haverá corte nos valores.