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Graduado na Química em Araraquara, Elson Longo lidera AD Scientific Index em química na América Latina

Em 66, quando Elson Longo, ingressou no curso de graduação em Química da Unesp Araraquara, seu comprometimento com a pesquisa era vísivel. Com o tempo tornou-se um dos maiores cientistas brasileiros o que vale neste momento o primeiro lugar no Brasil e na América Latina do ranking do AD Scientific Index 2024 na área de química. Um orgulho para nós.

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Elson Longo, pelo segundo ano consecutivo AD Scientific Index na área de química na América Latina

Com passagem por Araraquara durante muitos anos, Elson Longo, um dos maiores cientistas brasileiros na atualidade, doutor em Físico-Química e Professor Titular Emérito da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), acaba de ser apontado novamente como – primeiro lugar no Brasil e na América Latina do ranking do AD Scientific Index 2024 na área de química, mantendo a liderança pelo segundo ano consecutivo.

Longo nasceu em São Paulo, no bairro do Pari, em 1941. Morou em Presidente Prudente (SP), onde atendia telefones na Rádio Prudente aos treze anos de idade, depois se tornou repórter e um dos jornalistas mais requisitados da cidade, até se tornar secretário de redação do jornal O Imparcial naquela cidade.

Mais tarde se mudou para São Paulo e começou a ministrar aulas de Ciências e Matemática no ensino médio em um colégio estadual, e nesse período reencontrou um antigo colega do Clube de Química do ensino médio em Presidente Prudente, José Arana Varela (falecido em 2016), parceiro de muitos anos na vitoriosa trajetória acadêmica que viria a seguir.

No ano de 1966 ele ingressou no curso de graduação em Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, atual Instituto de Química (IQ) da Unesp. Realizou o mestrado em 1975 no Instituto de Química da USP/São Carlos e, em 1976 foi para a França e ingressou no Centre de Mécanique Ondulatoire Appliquée (CMOA) do CNRS (Centre Nationale de Recherche Scientifique). Naquele momento desenvolveu seus estudos teóricos e mecanismos de enzimas e substâncias esquistossomicidas. De volta ao Brasil, concluiu o doutorado no Instituto de Química da USP/São Carlos.

Longo e o saudoso professor Varela

Com Longo na UFSCar e Varela no IQ da Unesp em Araraquara, juntamente com o professor Luiz Otávio Bulhões, os três professores pesquisadores inauguraram o “Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica” (LIEC) em 1988, com sede tanto na UFSCar quanto em Araraquara. O Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC) está completando 33 anos de forte atuação em pesquisa científica, desenvolvimento de produtos e processos inovadores, formação de cientistas e atividades de extensão.

Neste momento, Longo ocupa o primeiro lugar no Brasil e na América Latina do ranking do AD Scientific Index 2024 na área de química, mantendo a liderança pelo segundo ano consecutivo.

O índice foi desenvolvido por Murat Alper e Cihan Döğer, professores da universidade Sağlık Bilimleri, em Istambul, na Turquia, e avalia produtividade e eficiência de pesquisadores usando os valores totais e os dos últimos seis anos do índice i10, do índice h e citações no Google Acadêmico. No total, são usados nove parâmetros para definir a classificação de um cientista individual por área do conhecimento.

Doutor Longo

“O trabalho é resultado de pesquisas em colaboração com cientistas do Brasil e exterior”, afirmou Longo, ao comentar a classificação.

Na apresentação do ranking, é explicado que o AD Scientific Index, ao contrário de outros sistemas que fornecem avaliações de periódicos e universidades, é um sistema de classificação e análise baseado no desempenho e no valor agregado da produtividade científica de cientistas individuais.

Outras particularidades do índice incluem classificações em todos os campos e assuntos de interesse científico e a ênfase na produtividade do cientista. Também exclusivos do AD Scientific Index são os Rankings de Produtividade, um instrumento que lista cientistas em uma determinada área, disciplina e universidade, a partir do índice i10, que mede a produtividade do cientista em publicação de artigos científicos de valor.