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Justiça sustenta decisão de manter presos, advogados que mandaram matar empresários de Araraquara

O anúncio desta decisão ocorreu nesta quarta-feira, pois novas provas foram obtidas estendendo a participação do casal de advogados no crime como - alteração da cena do crime, troca de linhas telefônicas e a localização de documentos em um contêiner ligado ao caso.

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Advogados que mandaram matar casal de empresários de Araraquara na chácara em São Pedro

Nesta quarta-feira (27) a Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do casal de advogados Hércules Barroso e Fernanda Teixeira, que são apontados como mandantes do assassinato dos empresários José Eduardo Ometto Pavan, 69 anos, e Rosana Ferrari, 61 anos, mortos no final de abril em São Pedro, região de Piracicaba.

Ao negar a liberdade dos profissionais de Direito, o desembargador Jayme Walmer de Freitas informou à Defesa que a liberdade dos acusados poderia comprometer as investigações. Ele diz que há indícios de alteração da cena do crime, troca de linhas telefônicas e a localização de documentos em um contêiner ligado ao caso, que seriam novas informações sobre a continuidade da investigação.

Rosana e o marido José Eduardo que mantém negócios em Araraquara – um deles uma escola maternal e infantil na Avenida José Bonifácio – foram mortos como parte de um esquema para apropriação de bens avaliados pela Justiça em até R$ 20 milhões, como já foi amplamente divulgado.

Ao longo das investigações foi descoberto outras cinco pessoas estavam diretamente envolvidas no crime: Carlos Cesar Lopes de Oliveira, conhecido como Cesão, e Ednaldo José Vieira, o Índio, considerados executores. Outros três elementos são considerados suspeitos por fornecerem a arma utilizada no crime. No geral ficou esclarecido que os advogados tinham o interesse em ficar com o patrimônio dos seus clientes, falsificando documentos e acelerando as transferências patrimoniais, para depois então darem fim no casal, como realmente aconteceu.